O ex-vereador Jamal Salem é réu no processo da Operação Coffe Break, mas de acordo com a sua defesa as alegações do MPE (Ministério Público Estadual) de que ele teria recebido vantagens financeiras, para votar pela cassação do ex-prefeito Alcides Bernal, não são verídicas, as acusações foram feitas pela promotoria por meio de investigação do GAECO.

De acordo com o advogado Fabio Castro Leandro o MPE acusa seu cliente de receber dois cheques de pouco mais de R$ 5 mil, no entanto tais depósitos foram feitos conta bancária de um funcionário da Itel Informática Ltda, Odair Ribeiro Mendonça Junior, e não na de Jamal. A confusão toda foi provocada pelo MPE, pois a diferença nas contas bancárias é de um dígito. 

“Qual foi o erro? o que levou ao MPE acreditar que esses cheques foram depositados na conta do Jamal? A conta do Odair, funcionário da Itel, tem a mesma numeração que a conta do meu cliente, mudando apenas os dígitos finais. Inclusive a Itel juntou ao processo o extrato da conta do funcionário mostrando que foi ele quem recebeu tais valores” explicou Fabio Leandro.

Devido a toda essa confusão a defesa entrou com Embargos de declaração para que o caso de Jamal, na Coffe Break, seja reanalisado e os desembargadores vejam que as acusações são infundadas uma vez que tal depósito não foi recebido pelo ex-vereador.

“Agora é aguardar o andamento do processo. O Tribunal já encaminhou para a Procuradoria, para que seja dado um parecer e então os Embargos serão julgados” concluiu o advogado.

*matéria atualizada para acréscimo de informação às 12:09.