Delcídio do Amaral apresentou, nesta terça-feira (18), sua candidatura ao Senado Federal, por Mato Grosso do Sul, afirmando estar otimista e que “todas as adversidades que enfrentou, o prepararam para este momento”.
Dois anos depois de ter tido o mandato cassado, Delcídio tentará voltar para o Senado pelo partido no qual se filiou em abril deste ano, o Partido Trabalhista Cristão (PTC). Ele registrou sua candidatura na segunda-feira (17) e substituirá o médico neurologista, César Nicolatti, que até então era o candidato ao Senado pelo PTC até renunciar para disputar vaga na Assembleia Legislativa.
Durante coletiva à imprensa nesta tarde, Delcídio reconheceu que terá como adversários “nomes de peso” que, segundo ele, tem muito trabalho prestado. “Voltei para o jogo e vou trabalhar duro”, disse o ex-senador ao afirmar que sua campanha será “solta”, andando pelo estado.
Apesar do pouco tempo de campanha que tem para apresentar suas propostas, Delcídio considera que o importante é que ele voltou para a política. “Não importa se vou ganhar ou perder, isso é coisa de eleição, não tem problema, nós temos outros desafios pela frente e a vida segue”, disparou.
Delcídio terá como primeiro suplente o presidente regional do PTC, César Renato Gazolla, e segundo suplente, Niagara Kraievski, e apoiará, para a sucessão estadual, o candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Junior Mochi, e para Presidente da República, Álvaro Dias, do Podemos.
A candidatura de Delcídio ainda precisa ser aprovada pela Justiça Eleitoral, mas o candidato já adiantou que não há impedimentos contra ele, já que foi inocentado de todos os crimes que resultaram em sua prisão, em 2015, quando foi acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
Inelegível
Em entrevista ao JD1 Notícias, em julho deste ano, o advogado e conselheiro federal por Mato Grosso do Sul na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ary Raghiant Neto, afirmou que seria impossível Delcídio ser candidato, uma vez que, quando foi cassado, o ex-senador tornou-se inelegível por oito anos. “Delcídio não pode ser candidato nestas eleições. Uma coisa é o processo judicial na qual ele foi inocentado, outra coisa é a cassação dele pelo Pleno do Senado. Um fato não está vinculado ao outro, a consequência é diferente”, esclareceu.
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Delcídio ressalta que o importante não é ganhar e sim, sua volta para a política (Reprodução/internet)


