Saúde
COVID - Secretário confirma estabilidade, mas teme carnaval
É esperado ainda um novo pico da doença em abril, período onde as doenças respiratórias costumam aparecer
Campo Grande vive, hoje, uma estabilidade nos números do coronavírus, mas o cenário mostra, segundo o secretário de Saúde, José Mauro Filho, que a doença está ativa. “Existe uma estabilidade, a média móvel de casos começou a diminuir, o número de internações também, o número de óbitos também está variando. Isso mostra que a doença está ativa”, explica o chefe da Sesau.
Para José Mauro, o cenário atual se dá pela junção de diversos fatores, medidas adotadas pelo Executivo Municipal. “Chegamos nessa estabilidade com uma junção de diversos fatores, um pouco de cada coisa tem ajudado. Mas os decretos do toque de recolher tem sido um dos fatores principais para que isso aconteça”, conta ele ao falar sobre os fatores que ajudam na estabilidade.
A situação, porém, pode não ser a mesma após o período de carnaval. Jose Mauro destacou que o município está tomando as medidas cabíveis para evitar que os casos aumentem, mas espera “que a população entenda o momento e possa manter esse cenário atual controlado”. “O município já emitiu um decreto restritivo referente a aglomeração, festa e também cancelou o carnaval da parte facultativa. Eu espero que não tenha um aumento de casos depois do feriado, mas estamos preparados caso isso aconteça. Por isso as medidas foram tomadas, pra ajudar nesse controle. O município está fazendo a parte dele”, explica.
José Mauro ainda falou sobre os picos que a doença mostra ter, como o de agosto, novembro e dezembro. O secretário teme que um novo pico chegue em abril, período onde as doenças respiratórias costumam aparecer, o inverno. “Mas isso não quer dizer que o culpado por esse pico seja o carnaval, porque qualquer atividade de aglomeração onde não dá pra manter um distanciamento social, número de gente e não tem um plano de biossegurança pra fazer esse controle, faz com que os números aumentem. Esse pico já esperado, mas não por causa do carnaval”, finaliza.