Em um ano de menor intensidade da proliferação de vírus, comparado os três últimos, a Influenza A nos subtipos H1N1 e H3N3 fechou 2022 com 107 mortes em Mato Grosso do Sul, além de mais quatro vítimas de influenza A não subtipado, que totalizaram 111 óbitos. Dados são do último Boletim Epidemiológico Influenza emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Ao todo foram notificados 11.965 mil casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), destes, 638 deram positivo para Influenza, sendo que 635 eram da tipagem A e 3 B, com 29 de H1N1, 594 H3N2 e mais 12 sem identificação de subtipagem.

Campo Grande liderou com maior número de notificações de SRAG, com 5.179 mil, seguido por Corumbá (807), Ponta Porã (791), Dourados (606) e Três Lagoas (400). De acordo com os dados do boletim, os maiores acometidos pela síndrome foram crianças (1 a 9 anos), com percentual de 19,8% e também os idosos (80 anos) com 15,8% do total de registros do ano.

Já os casos confirmados de Influenza onde houve hospitalização também tiveram maior volume de recorrência na Capital. Foram 18 de H1N1, 228 de H3N2, 4 não subtipados tipo A, contando também com 1 caso de influenza tipo B. Dentre os diagnosticados, 51,7% (330) foram homens.

No quesito óbito, o relatório mostra que 35,01 % eram idosos na casa dos 80 anos. Enquanto 18% com idade entre 70 e 79 anos, nesta situação a maioria das vítimas eram mulheres (63,1%).

Em contrapartida, a série histórica do vírus registrada desde 2009, o ano de 2022 aparece como o mais mortal, tendo acumulado 111 óbitos, ultrapassando 2016 período em que se identificou 103 mortes em Mato Grosso do Sul.

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