Motoristas, turistas e entregadores poderão receber alertas de segurança ao traçar rotas por aplicativos de GPS que passam por regiões com histórico de crimes violentos. A medida está prevista em um projeto de lei em análise na Comissão de Segurança Pública do Senado Federal e busca evitar que condutores sejam direcionados, sem saber, para áreas dominadas por grupos criminosos.

A proposta prevê que plataformas digitais de mapas e navegação por satélite emitam notificações quando o trajeto indicado passar por locais considerados críticos pelas autoridades de segurança pública.

Os avisos poderão aparecer na tela dos celulares ou ser transmitidos por comandos sonoros. A intenção é permitir que os motoristas identifiquem o risco com antecedência, reavaliem o caminho e adotem medidas de cautela antes de chegar à região.

O projeto busca prevenir situações em que motoristas de aplicativo, turistas e outros condutores acabam entrando por engano em comunidades ou vias controladas por grupos armados e se tornam vítimas de ataques.

Dados deverão ser atualizados pelas autoridades

Para garantir a precisão dos alertas, o texto estabelece que as informações sobre áreas de risco sejam integradas entre as plataformas de navegação, as secretarias estaduais de Segurança Pública e os órgãos de trânsito locais.

A articulação deverá permitir a atualização dos dados e evitar que bairros inteiros ou regiões periféricas sejam classificados indevidamente como perigosos. A intenção é que os avisos considerem registros concretos de criminalidade, sem criar estigmas sobre determinadas comunidades.

Proposta semelhante já passou pelo Senado

Em 2025, o Senado aprovou uma proposta semelhante, apresentada pelo senador Wilder Morais (PL-GO). Na ocasião, o parlamentar chamou atenção para casos em que motoristas e turistas são conduzidos por aplicativos de GPS a regiões dominadas pelo crime e acabam expostos à violência.

“Eu queria dizer que, infelizmente, temos visto situações trágicas em que cidadãos, muitas vezes motoristas de aplicativo ou turistas, são conduzidos, por rotas de GPS, para áreas dominadas pelo crime e acabam sendo vítimas da violência”, afirmou.

A nova discussão busca ampliar a utilização da tecnologia como ferramenta de prevenção, fazendo com que os aplicativos de navegação também considerem informações de segurança pública na indicação dos trajetos.