O destino do ex-presidente Michel Temer, preso nesta semana durante desdobramento da operação Lava Jato está nas mãos de três desembargadores do Rio de Janeiro.
Um dia após ser preso, o ex-presidente foi submetido à uma oitiva na Superintendência da Polícia Federal onde está preso, mas permaneceu calado.
Agora, Temer aguarda o julgamento de habeas corpus impetrado no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que está previsto para a próxima quarta-feira.
Conheça os desembargadores:

Ivan Athié é relator do caso. É considerado um “garantista”, alinhado à linhagem de juízes que costumam privilegiar a presunção de inocência e os direitos do réu. Em 2017, Athié votou pela revogação da prisão de um dos alvos da operação “Descontaminação”, Othon Luiz Pinheiro da Silva.

Abel Gomes é relator, no TRF-2, dos processos da operação "Calicute", que levou Sérgio Cabral a prisão. Estão sobre sua responsabilidade os processos contra os ex-deputados Jorge Picciani e Paulo Melo. É tido como linha-dura. No passado, já mandou prender e condenou o ex-banqueiro Salvatori Cacciola.

Paulo Espírito Santo está no TRF-2 desde 1994. Já se mostrou crítico de decisões do juiz Marcelo Bretas, como quando considerou “ilegítima e ilegal” a ordem de retorno de Adriana Anselmo a cadeia, em 2017. Já fez elogios públicos a Sérgio Moro, chamando-o de “juiz de alto nível” que está “contrariando tantos interesses”.
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Habeas Corpus foi impetrado no TRF-2 para a soltura de Temer (Reprodução)



