O presidente Lula oficializou a nomeação de Márcio Elias para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), após a saída do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deixou o cargo para disputar as eleições deste ano.
A troca já era esperada nos bastidores. Márcio Elias, que ocupava a Secretaria-Executiva da pasta desde o início do governo, vinha sendo apontado como substituto natural. A exoneração de Alckmin foi publicada no Diário Oficial poucas horas antes da confirmação do novo ministro na sexta-feira (3).
Com formação em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru (SP), Elias também possui doutorado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ao longo da carreira, atuou como membro do Ministério Público, foi secretário de Justiça e da Cidadania no governo paulista e presidiu a Fundação Casa.
Durante as articulações, o nome de Márcio França também chegou a ser considerado para assumir o MDIC. No entanto, ele optou por deixar o governo para avaliar uma possível candidatura ao Senado por São Paulo, movimento que ainda depende de alinhamento com Lula.
Nos bastidores, o presidente chegou a cogitar França no ministério como forma de reorganizar o cenário eleitoral paulista, evitando uma eventual disputa ao governo do estado contra o grupo de Fernando Haddad. Com a saída de França do Executivo, o desenho político segue em aberto.
Entre as possibilidades discutidas, aparecem nomes como Simone Tebet e Marina Silva na composição das candidaturas ao Senado em São Paulo, o que pode exigir rearranjos dentro da base aliada.
Além da mudança no MDIC, o governo também confirmou Tadeu Alencar como novo ministro do Empreendedorismo, substituindo França. Assim como em outros casos, a pasta passou a ser comandada pelo então número dois da estrutura.
A estratégia de Lula tem sido priorizar a continuidade administrativa, com a promoção de secretários-executivos para os cargos de ministro, garantindo a manutenção das diretrizes já em curso. A principal exceção, até agora, ocorreu no Ministério da Agricultura, que passou a ser chefiado por André de Paula, vindo de outra pasta.
Também nesta sexta-feira, foi oficializada a saída da ministra Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. O posto segue vago, sem definição imediata sobre o substituto.
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Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa ( Ronny Santos/Folhapress)



