Serão quatro quilômetros seguidos de desenhos, no trecho da estação do metrô Patriarca ao estádio - palco do jogo de abertura do Mundial.
Eles só ficarão visíveis para quem estiver na avenida, e não nos trens da linha 3-vermelha.
Além da autorização do Metrô, dono do muro, os grafiteiros conseguiram aval da comissão da prefeitura que regula a publicidade na capital para que possam exibir a marca de grandes empresas patrocinadoras, como a Nike.
"Desde que respeite os prazos fixados por lei, não há problema", afirma Regina Monteiro, uma das idealizadoras da Lei Cidade Limpa, em referência ao limite de 30 dias em que a marca poderá ficar exposta em situações excepcionais pré-aprovadas.
Depois da Copa, a propaganda será apagada, mas os grafites ficarão no muro.
O projeto "4 km" é da Secretaria Estadual do Turismo e do Comitê Paulista da Copa, formado por órgãos do município e do estado.
"Espero que vire um ponto turístico da cidade", diz Raquel Verdenacci, coordenadora executiva do comitê.
O governo gastará R$ 1,3 milhão. Outros R$ 500 mil virão de patrocínio. O trabalho será feito por 70 grafiteiros, que serão contratados pelo cachê de R$ 6.500 para cada.
Sprays, lata de tinta, pinceis, óculos de segurança e até luvas de plástico serão dados pela iniciativa privada.
O Comitê Paulista da Copa diz que qualquer artista pode inscrever um desenho (pelo site www.turismoemsaopaulo.com), até dia 15 de abril. Para ser aprovado, terá que seguir temas ligados à Copa e "à torcida brasileira".
"Muitos grafiteiros não gostam de ser pautados, mas não acho que isso seja um empecilho para esse projeto dar certo", diz Monteiro.
A pintura do corredor vai começar na primeira semana de abril, com quatro grafites já selecionados, e se estenderá até as vésperas da Copa do Mundo, em junho. Cada grafiteiro terá disponível um espaço 50 metros de comprimento e dois de altura.
Caminho
Não é a primeira vez que empresas tentam estampar suas marcas em muros da zona leste. Em agosto, casas e comércios de Itaquera, na rota do estádio da Copa, foram pintadas de vermelho.
Era uma alusão à Coca-Cola, patrocinadora do Mundial. Os comércios, porém, não tinham autorização, infringindo a Lei Cidade Limpa.Reportar Erro
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Fotomontagem de muro na av. Radial Leste, que será o maior corredor de grafites da América Latina. (Foto: divulgação) 



