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Economia

AL, Fiems, Fecomércio defendem tarifa de energia com menor impacto para os usuários

19 março 2011 - 13h09
Novamente diversos setores da Capital vão questionar o reajuste da tarifa de energia. O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou esta semana de uma reunião ordinária do Conselho de Consumidores da Enersul (Concen), em que defendeu a modicidade da tarifa de energia elétrica no Estado para que o pagamento seja acessível a todas as categorias de consumidores. “A Fiems sempre lutou contra o alto custo da energia elétrica em Mato Grosso do Sul e, portanto, não poderia concordar com o índice que vem sendo pleiteado pela Enersul”, esclareceu, referindo-se ao fato de a empresa ter encaminhado documentação propondo reajuste de 19,35%, em média, à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Outro que também se posicionou contra o reajuste da tarifa de energia é o deputado estadual Marquinhos Trad, que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa da última quinta-feira (17), para fazer um apelo à Casa para a formação urgente de uma comissão para ir a Brasília discutir o próximo reajuste de energia elétrica. Faltando 19 dias para o novo reajuste, a aprovação de uma comissão mostraria para Aneel o fortalecimento dos parlamentares frente à defesa dos interesses da população do Estado. De acordo com o deputado, no ano de 2007, o Estado ocupava o primeiro lugar no valor da tarifa energética mais cara do país. “Hoje, depois da CPI, ocupamos a 25ª posição, uma redução de quase 20% nesses últimos três anos. No entanto, me preocupo com a planilha apresentada pelo grupo Rede à AL. Nada mais é do que a cópia do resumo enviado a Aneel para pleitear o reajuste, dando vaga noção de que seria necessário rebater nas justificativas do grupo Rede para tal aumento’’, detalhou o parlamentar. Dentro dessas suposições citadas na planilha do grupo Rede, Marquinhos Trad rebateu alegando que a empresa, que se diz eficiente, tem o maior índice de insatisfação no Procon nos últimos três meses, sendo líder de reclamação entre 440 empresas. Marquinhos ainda disse que, se a Casa cruzar os braços, ele proporá um movimento para a população não pagar a conta de energia, ficando no escuro e sendo notícia internacional, caso o Estado volte a ter a tarifa cara do país. Trad terminou citando o extraordinário crescimento da receita operacional do grupo no ano de 2010, ano em que declaram ter tido um déficit em seus lucros no Estado: 6.18% de crescimento e um faturamento de R$ 1.420.000.000. Tarifação Vale destacar que o percentual de aumento da tarifa vai ser superior ao do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que no acumulado nos últimos 12 meses está em 6,01%. Para o deputado estadual Paulo Corrêa, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, que também participou da reunião do Concer realizada na Enersul, os consumidores de energia elétrica do Estado não suportam mais o alto custo da tarifa. “Trata-se de um fardo pesado que o setor produtivo e a população em geral têm carregado e, portanto, também não podemos concordar com o índice de reajuste proposto pela Enersul”, disse apoiado pelo, Edson Araújo, presidente da Fecomércio. Araujo disse ainda que vai procucar apoio político forte, para que haja uma conversa de igual para igual na Aneel, e que procurará o senador Delcidio Amaral, para que ele intervenha , e interceda junto a Aneel, ombreando-se às entidades e a políticos de MS, em defesa de reajuste menor. A pressão que vem sendo feita sobre o setor produtivo e a própria população, com seguidos tarifaços, como o do IPTU, por exemplo, é na avaliação do presidente da Fiems um dwesestímulo. “O impacto desse índice solicitado pela Enersul no bolso dos consumidores vai ser muito grande”, alertou. “Por isso mesmo, a Fiems já articula parcerias com a Assembleia Legislativa e bancada federal do Estado para estabelecer uma tarifa que seja economicamente viável”, pontuou. O próprio vice-presidente da Enersul, Cyro Vicente Boccuzzi, admitiu aos participantes da reunião do Concen que o índice médio de reajuste de 19,35% é um estímulo à inadimplência, porém, não tem como deixar de cumprir os cálculos elaborados pelos técnicos. “Nosso encaminhamento à Aneel não é um pedido, trata-se de mais uma etapa que faz parte do rito de adequar a tarifa à realidade”, declarou durante a reunião do Concen. Ainda durante a reunião do Concen, uma equipe da Enersul detalhou que o reajuste médio de 19,35% é composto por 8,31% referente ao reajuste econômico, 5,77% de componentes financeiros, já incluídos os 3% referentes à tarifa social dos consumidores de baixa renda, e 5,27% relativo à devolução feita aos consumidores até o ano passado por cobrança abusiva. A Aneel deve definir qual o índice a ser aplicado até o próximo dia 7 de abril, para que entre em vigor no dia 8 de abril. Fonte: Informações de assessorias de imprensas.
PMCG Refis

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