Artesanatos confeccionados nos presídios de regimes fechado e semiaberto de Aquidauana podem ser apreciados e adquiridos pela população em geral durante uma exposição realizada no Fórum da cidade este mês. O evento, que prossegue até o dia 26, integra o calendário oficial em comemoração aos 124 anos de fundação da cidade. Este ano tem como tema “A reta é uma curva que não sonha”, em homenagem ao poeta Manoel de Barros.
A exposição faz parte do “Projeto Interarte”, que tem como objetivo principal a geração de renda, como meio de sustentabilidade familiar, além da ressocialização e terapia ocupacional dos internos. O projeto é desenvolvido pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), através das direções e setores psicossociais dos presídios, e conta com a parceria do Conselho da Comunidade de Aquidauana.
A participação na exposição foi possibilitada pelo juiz da Vara de Execuções Criminais da Comarca, Giuliano Máximo Martins, importante parceiro das ações de ressocialização nas unidades prisionais da cidade. A iniciativa contou ainda com empenho dos diretores dos presídios: Fabio Ferreira Amarilio (semiaberto) e Paulo Roberto Tavares (fechado), e suas equipes.
O “Projeto Interarte” é coordenado pelas psicólogas da Agepen Maria Odiney Moreira de Cabrerae Tereza Rastelli Ramos Pires. A ação consiste na qualificação dos participantes na produção de artesanato, sempre com o apoio de professores voluntários, sejam próprios servidores, internos ou da sociedade.
Para o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, a iniciativa demonstra o quanto é importante que os servidores da Agepen tenham, todos eles, curso superior e excelente formação profissional, para não serem apenas “vigilantes ou guardadores” de presos. “São “transformadores de pessoas em seres melhores”, enfatiza.
Para Stropa, a ação do Poder Judiciário, através do juiz Giuliano Máximo Martins, cujo trabalho tem sido referência em nível nacional, demonstra quão importante é o entrosamento entre a Agepen, as Varas de Execução Penal e os Conselhos da Comunidade em todo o Estado. “Permite que os internos construam, dentro de si, novos e melhores valores para que não voltem a delinquir”, frisa.
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