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Economia

Economias emergentes atrasam recuperação global, diz OCDE

11 março 2014 - 11h36Via Terra
A recuperação em economias desenvolvidas está nos trilhos embora a desaceleração da atividade em grandes mercados emergentes signifique que o crescimento global será apenas moderado na melhor das hipóteses no curto prazo, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira.

Um clima de inverno excepcionalmente ruim na América do Norte e um aumento no imposto sobre vendas no Japão também estão afetando o ritmo de recuperação, disse a OCDE, sediada em Paris.

Diante deste cenário, a OCDE instou o Banco Central Europeu (BCE) e o banco central do Japão a manterem seus estímulos monetários, até mesmo ampliá-los, ao mesmo tempo em que disse que o Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, está certo em começar a reduzir seu programa de compra de títulos.

"A recuperação gradual nas economias avançadas é encorajadora, mesmo que fatores temporários tenham pressionado para baixo as taxas de crescimento nos primeiros meses deste ano, enquanto que a desaceleração nas economias emergentes deverá pesar sobre o crescimento global", disse o economista-chefe interino da OCDE, Rintaro Tamaki, em um comunicado.

O crescimento das principais economias avançadas na primeira metade de 2014 será mais lento do que no segundo semestre de 2013, mas muito melhor em relação às taxas fracas do final de 2012 e início de 2013, disse a OCDE em uma revisão de suas avaliações sobre a economia global.

"Dado que as economias emergentes agora respondem por mais da metade da economia mundial, o contínuo desempenho econômico abaixo da média em várias das principais economias emergentes deve significar que o crescimento global continuará apenas moderado no curto prazo", disse a OCDE.

A organização estimou que o crescimento nos Estados Unidos vai desacelerar para 1,7% no primeiro trimestre ante o trimestre anterior em uma base anualizada, ante 2,4% no quarto trimestre, quando condições climáticas excepcionalmente ruins afetaram a atividade econômica.

Voltando-se para as economias emergentes, a OCDE disse que algumas estão vendo uma perda marcante de ímpeto conforme as saídas de capital expõem vulnerabilidades em alguns países.

A OCDE destacou que Índia, África do Sul e Turquia, entre outros, foram forçados a aumentar as taxas de juros para controlar os fluxos de saída de capital. Enquanto isso, balanços contábeis fracos na China levantam o risco de uma forte desaceleração neste país, disse a OCDE.
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