Em Caarapó, as consequências do conflito agrário estenderam-se a pequenos produtores rurais. É caso de Ademir Ramos, de 42 anos, que tinha um sítio de 17 hectares no município. O local está ocupado por indígenas desde a terça-feira (14).
O sítio era a fonte de renda do produtor rural e a família, por meio da produção de leite. Ademir conta que a propriedade pertencia aos pais e está na família desde 1955. Ele se surpreendeu com o ocorrido, que completa hoje uma semana. “Eles tinham invadido outra área de um fazendeiro, e chegaram correndo, só deu tempo de fugir com família e eles se apossaram de tudo”. Ademir morava com a esposa, a mãe, e dois filhos no local. “Imaginava que eles iam fazer alguma coisa, mas não do jeito que foi”, relata.
Após três dias, ele foi até o sítio acompanhado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e recuperou "um pouco" do gado leiteiro e um trator. Atualmente, Ademir está em uma residência em Caarapó com a família, e busca outro emprego, já que não tem como continuar com a produção de leite.
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