Órgão ligado ao Ministério da Justiça, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) escolheu a penitenciária federal de Campo Grande para receber o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), caso a transferência determinada nesta segunda-feira (23) pelo juiz federal Marcelo Bretas seja realizada.
Famoso por já ter recebido "ilustres" como Fernandinho Beira Mar e Arcanjo, o Presídio Federal de Campo Grande, foi escolhido porque tem uma ala separada da que reúne chefes do crime organizado. A unidade é uma das quatro penitenciárias federais do país. A decisão foi tomada pelo diretor-geral do Depen, Jefferson de Almeida, mas, até as 14h desta terça-feira (24), o órgão não havia sido notificado sobre a decisão de Bretas.
Em ofício ao Depen, o magistrado pediu que o órgão informasse, em até 24 horas, "o estabelecimento penitenciário federal adequado para o recebimento do custodiado". As outras unidades ficam em Mossoró (RN), Catanduvas (PR) e Porto Velho (RO).
A defesa do ex-governador afirma que a decisão é arbitrária e entrou com um recurso para manter Cabral no Rio, que deve ser julgado nesta terça pelo TRF (Tribunal Regional Federal) 2, a segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Detido desde novembro passado, o ex-governador ficou preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, e hoje se encontra na Cadeia Pública Frederico Marques --antigo BEP (Batalhão Especial Prisional)--, localizado no bairro de Benfica, zona norte da capital fluminense.
Cada presídio federal tem capacidade para abrigar 208 presos em celas individuais. O de Campo Grande foi inaugurado em 2006 e está situado na zona rural da capital sul-mato-grossense. Nos presídios federais, os presos passam 22 das 24 horas do dia sozinhos em suas celas.
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