A prefeitura de Campo Grande está proibida pela Justiça de cobrar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2026 com correção acima do índice oficial da inflação, o IPCA, fixado em 5,32%. A decisão judicial impede, na prática, o aumento do imposto além desse percentual.
Contra essa determinação, a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) ingressou com recurso junto à Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), com o objetivo de suspender a decisão e permitir a majoração do tributo.
No pedido, a prefeitura alega que, caso a decisão não seja suspensa, o município deixará de arrecadar, conforme estimativa apresentada pelo secretário municipal de Fazenda, mais de R$ 800 milhões.
Segundo o Executivo municipal, a manutenção da decisão judicial poderá lançar Campo Grande em uma grave crise financeira, comprometendo o cumprimento de obrigações previstas no orçamento, como o pagamento de salários de servidores, tributos federais, abastecimento dos postos de saúde, serviços de zeladoria, pagamento de fornecedores e contratos com concessionárias, especialmente os relacionados à coleta e ao tratamento de resíduos, entre outros compromissos considerados essenciais.
No recurso encaminhado à Presidência do TJMS, a prefeitura afirma que a decisão representa sérios riscos à ordem e à economia pública, sustentando que a não suspensão da medida poderá gerar danos irreparáveis não apenas ao município, mas principalmente à população, que seria diretamente afetada pela possível interrupção de serviços públicos essenciais garantidos constitucionalmente.
A gestão municipal também argumenta que a decisão judicial determinou à Fazenda Pública Municipal a reemissão dos carnês do IPTU, nos moldes estabelecidos pela Justiça, e o envio pelos Correios a todos os contribuintes, o que, segundo a prefeitura, demandaria um dispêndio financeiro que o município possivelmente não teria condições de arcar.
No apelo direcionado ao desembargador presidente do TJMS, Dorival Renato Pavan, a prefeitura ainda afirma que, além da interrupção abrupta da arrecadação, a decisão estaria sendo “malversada por grupos mal-intencionados”, que estariam propagando desinformação e notícias falsas, causando caos e prejuízos aos próprios contribuintes.
O recurso apresentado à Presidência do Tribunal de Justiça ainda aguarda análise. A decisão que suspendeu a majoração do IPTU acima do IPCA de 5,32% é resultado de ação ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), que apontou diversas ilegalidades na forma como a prefeitura promoveu o aumento considerado abusivo do imposto.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Filho de babá que abusava de crianças em Naviraí é condenado a 31 anos de prisão

'Mano' é julgado nesta terça por matar homem a facadas no Jardim Noroeste

CNJ recebe nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ

MPMS lança versão atualizada de aplicativo para facilitar contato com a população

Ministério Público deve ir ao local de mortes em confrontos policiais em MS

MPMS exige reorganização do Controle Interno da Câmara de Juti

CNJ conclui plano de trabalho para prevenir e mitigar erros judiciais no Brasil

Prefeitura insiste em IPTU mais caro, mas é barrada novamente pela Justiça

Veja os bairros onde serão ofertados serviço da Justiça Itinerante nesta semana

Fachada UPA 



