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Meio Ambiente

Em Campo Grande, Lula cobra "ação coletiva" para proteger espécies migratórias

Presidente destaca papel do Pantanal e apresenta prioridades do Brasil na COP15

22 março 2026 - 19h25Vinicius Costa e Sarah Chaves    atualizado em 22/03/2026 às 19h25

Em Campo Grande, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, neste domingo (22), a importância do Pantanal para a proteção da biodiversidade global ao abrir a COP15 sobre espécies migratórias. Segundo ele, a escolha da capital sul-mato-grossense como sede do encontro é estratégica por situar-se na entrada do maior sistema de áreas úmidas tropicais do mundo.

No início do discurso, Lula ressaltou o papel do Brasil na organização da conferência e agradeceu autoridades locais e representantes internacionais. O presidente afirmou que o Pantanal simboliza a interdependência entre países sul-americanos, já que a fauna e a flora da região ultrapassam fronteiras nacionais.

Ao abordar o tema central do evento, o presidente defendeu que a migração de espécies é um processo natural que conecta ecossistemas em diferentes partes do planeta. Ele citou como exemplo a onça-pintada, além de aves, peixes e outros animais que percorrem longas distâncias, contribuindo para o equilíbrio ambiental.

Lula também destacou a relevância da Convenção sobre Espécies Migratórias, criada em 1979, e seu papel na preservação de animais ameaçados. Segundo ele, a iniciativa já contribuiu para a recuperação de espécies como a baleia-jubarte e a tartaruga-verde, além de monitorar centenas de espécies em risco.

O presidente alertou para desafios como a mudança do clima, a poluição e a exploração inadequada de recursos naturais, e afirmou que a cooperação internacional é essencial para enfrentar esses problemas. Ele defendeu a atualização dos mecanismos da convenção diante das novas pressões ambientais.

Por fim, Lula apresentou as prioridades da presidência brasileira na COP15, entre elas a ampliação de recursos financeiros para países em desenvolvimento, a integração com acordos globais de clima e biodiversidade e a adesão de mais nações à agenda. Nesse contexto, citou a Declaração do Pantanal, adotada no evento, como um esforço para fortalecer a proteção das rotas migratórias em escala global.

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