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Entrevista

“Exerçam sua cidadania”

A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o professor João Batista da Rocha

14 dezembro 2019 - 07h27Da Redação

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, o professor João Batista da Rocha, é o entrevistado desta semana do Jornal de Domingo. Durante a entrevista, ele falou sobre vários assuntos, entre os quais destacou a parceria do poder Legislativo com a Prefeitura de Campo Grande, Rocha acredita que esta união possibilita um avanço no crescimento da capital do Estado.

Além de ressaltar a relação com o poder Executivo, o edil esclareceu sobre outros temas, considerados polêmicos, como a CPI dos Ônibus, os desempenho da CCR-MSVia na BR-163 e, sempre criticada pela sociedade, a Energisa.  Além dos assuntos levantados na entrevista, ele destacou o trabalho dos 29 vereadores que compõem a Câmara e parabenizou o trabalho de todos os que buscam o melhor para Campo  Grande.

JD1 Notícias – A Câmara melhorou sua imagem este ano. Por quê? 

João Rocha – Entendemos que essa melhora da imagem é uma participação, interação da Câmara com os cidadãos, bem como a entrega de serviços que nós temos a obrigação e a responsabilidade de fazer, como representantes da população. Os 29 homens e mulheres foram eleitos para prestar o serviço e assim entregamos os serviços aos campo-grandenses, votando as leis. Dessa forma, ajudamos o Executivo municipal a fazer o trabalho dele, acompanhando e fiscalizando as ações do prefeito Marquinhos Trad (PSD). Essa aproximação da Câmara com as pessoas e o bom desempenho dos vereadores resulta na boa imagem do poder Legislativo, penso que essa é a nova política que o país precisa. 

JD1 Notícias – O morador da capital, via de regra, exige mais serviços por parte da prefeitura, mas a receita é insuficiente para tudo. Qual o meio-termo possível?

João Rocha – A Câmara de vereadores tem a responsabilidade de fiscalizar os recursos aprovados pelo orçamento, além de verificar o que tem de verbas para o próximo ano. Dessa forma, verificamos onde serão aplicados os recursos recebidos por meio dos impostos, de captação junto aos ministérios e bancos. Acredito que com responsabilidade, prioridades, ouvindo a população e os vereadores  podemos aperfeiçoar a aplicação dos recursos. Dessa forma vamos entregar um serviço de qualidade à população, claro que não dá para atender a todos, mas a cada dia e aperfeiçoando a máquina pública com uma gestão responsável poderemos melhorar ainda mais.

JD1 Notícias – De agosto para cá, o prefeito Marquinhos Trad parece crescer na opinião pública. O senhor também faz essa leitura? Qual a consequência eleitoral?

João Rocha – A força da Câmara com a prefeitura forma uma unidade, e vejo essa união de forma extremamente positiva. E agora, já finalizando o terceiro ano de mandato, tanto do prefeito quanto dos vereadores, analiso que precisamos fazer mais entregas de processo, transformação, recuperação da cidade. As dificuldades maiores do início do mandato serão coroadas agora nesse fechamento de legislatura com as inaugurações e entregas, demonstrando realmente a harmonia entre os poderes que é fundamentalmente importante. A população nos elege para cuidar da cidade e assim estamos fazendo, cada um sabendo de suas responsabilidades, respeitando os poderes Legislativo e Executivo, trabalhando de forma harmônica, isso é o que faz nossa cidade continuar se desenvolvendo e se tornando mais agradável de se viver.

JD1 Notícias – O senhor quer ser vice para o PSDB?

João Rocha – Essa questão é exclusivamente partidária, a executiva municipal tem se reunido constantemente por meio do presidente João Cesar Mattogrosso, assim como a estadual, representada pelo Sérgio de Paula. A legenda se reúne com os membros para discutir os planos que serão adotados em 2020, a participação do governador, Reinaldo Azambuja, é extremante importante para as ações adotadas no próximo pleito. Penso que política se faz por meio de projetos, cada partido tem suas diretrizes que serão apresentadas à sociedade. A possibilidade de alinhamento e coligação depende de propostas convergentes e oferecendo aos eleitores melhores nomes, seja com uma candidatura própria do PSDB, ou fazendo coligação com outros partidos. Acredito que essa construção está sendo feita com muita calma para que, ao chegarmos ao momento, possamos tomar a decisão certa e a mais madura. 

JD1 Notícias – Como o senhor viu 2019 e o que espera de 2020?

João Rocha – O ano de 2019, sem dúvida, foi um período de muitas dificuldades que o país passou e ainda passa, isso reflete no dia a dia todos nós. Porém, há um amadurecimento na democracia do nosso país, o que é natural, pois somos um país jovem com uma democracia também jovem. E à medida que o cidadão vai entendendo a importância de sua participação, creio que a política vai ganhando musculatura em nosso país. O eleitor se torna mais criterioso ao escolher um nome, seja no Executivo ou no Legislativo, esse momento vem de uma forma positiva, quando o candidato escolhido retribui a confiança naquele que deu o seu voto. Em relação a questões financeiras, o país atravessa um momento delicado, a gente costuma dizer que é no momento das dificuldades que buscamos soluções para resolver os problemas. Creio que estamos caminhando certo. Em certos momentos nós temos que tomar decisões que nem sempre agradam à população, mas é um remédio amargo e que às vezes precisa ser aplicado, quando é doença é grave.

Jornal de Domingo – A CCR-MSVia e a Energisa, em certos momentos, parece que fazem o que bem entendem. O que fazer para evitar que essas concessionárias cometam abusos? Aproveitando o tema, o que o senhor tem a dizer sobre a CPI dos Ônibus?

João Rocha – Em relação às duas concessionárias, não cabe intervenção direta da Câmara de vereadores, mas isso não impede a nossa intervenção conclamando e alertando a população e fazendo, sim, as cobranças que a Câmara tem feito. Nós, da Casa de Leis, temos buscado apoio com os deputados estaduais e os da bancada federal para que estes serviços sejam prestados com melhor qualidade, tanto na Energisa quanto na BR-163. Inclusive, as obras nos trechos explorados pela CCR-MSVia já deveriam estar concluídas, mas isso não aconteceu e os valores dos pedágios têm aumentado, continuam sendo cobrados e precisamos continuar insistindo neste processo para que seja mais justo à população de Campo Grande e de todo o Mato Grosso do Sul. Agora, falando da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, as pessoas têm estigmatizado sobre ela. Para se abrir uma CPI, primeiro deve haver uma fundamentação legal para iniciar todo o processo. Instaurar um comissão para se fazer um política de oportunidades e o populismo não é a nossa linha de trabalho, entendemos que quando precisamos abrir um processo deve haver uma musculatura para que realmente possa se iniciar uma investigação e ao final tenhamos conteúdo legal para fazer os encaminhamentos. Quando a Câmara Municipal levanta irregularidades, as mesmas podem ser encaminhadas para a agência de regulação, prefeitura e Ministério Público. E, neste momento, entendemos que não existam fatos concretos para levar o caso adiante, não podemos começar errado para terminar da mesma forma.

JD1 Notícias – Sobre a MP-905, que altera algumas mudanças da legislação trabalhista e uma dessas mudanças prevê que os profissionais da comunicação, assim como os jornalistas, não precisem mais do registro profissional para atuar na profissão. Como o senhor analisa este ponto específico?

João Rocha – Sou um profissional de educação física, e defendo que todos devam buscar uma formação acadêmica para ter maiores subsídios e que o registro seja válido em todas as profissões. Em relação aos jornalistas, eu defendo que os profissionais da área tenham sim o seu registro, assim como o médico, engenheiro, advogado e outros. Apoios que todos sejam registrados devidamente em seus conselhos e esse é o meu entendimento, em um determinado momento a carreira de jornalismo não está exigindo nem mesmo o diploma, o que é um erro, mas não sou eu quem faz as normas. Como eu disse anteriormente, não é pelo fato de não fazer parte da nossa alçada que vamos cruzar os braços. Temos atos federais, dependendo do assunto, e assim podemos fazer uma gestão política, podemos fazer uma intervenção, no sentido de ajudar estes profissionais para que a bancada federal, ao que cabe a ela, atue mais fortemente para encontrar a melhor maneira de resolver o impasse.

Jornal de Domingo – Como o senhor avalia o trabalho dos vereadores durante o ano de 2019?

João Rocha – A última sessão acontece no dia 19, a Câmara entra em recesso, mas isso não significa férias. Estaremos de plantão, o órgão não fecha e retornaremos na primeira terça-feira de janeiro. O ano de 2019 foi extremamente produtivo, votamos e aprovamos projetos importantes, como o Plano Diretor, pois fizemos várias audiências em relação ao assunto, apresentamo-lo à sociedade, acredito que fizemos um bom trabalho em relação ao projeto. Este plano é importante, pois vai nortear a cidade nos próximos 30 anos. Estamos realizando um bom trabalho em parceria com a prefeitura, para que Marquinhos Trad possa desempenhar bem o seu trabalho e assim dar mais qualidade de vida aos campo-grandenses.

 

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