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Opinião

OPINIÃO: Como recuperar o centro de Campo Grande

19 julho 2024 - 17h23Fayez Feiz José Rizk    atualizado em 16/08/2024 às 15h48

AS AÇÕES NECESSÁRIAS:

Em textos anteriores apontei algumas das várias causas da decadência do Centro de Campo Grande e, evidentemente, são várias as ações necessárias e possíveis para reverter essa situação, todas elas dentro de um planejamento criterioso, coordenado e, essencialmente, discutido com toda a sociedade para que sejam acolhidas e compreendidas da sua importância.

São ações coordenadas que compreendem:

A atração de público para o Centro, através de horários especiais de funcionamento, especialmente no período noturno, de certas atividades, com incentivos fiscais e culturais.

A adoção, em regime de urgência, do sistema de transporte por ônibus, tendo o Centro como atração, com tarifa subsidiada (quase zero).

O incentivo à reforma de edificações, através de um fundo financeiro, com financiamento e redução de impostos e taxas, incentivando-se, preferencialmente, as moradias e locais de atração.

Incentivo à construção de edificações, dentro de um planejamento local, com redução de impostos e taxas

A transformação do prédio da antiga rodoviária em um grande centro de saúde, com funcionamento 24 horas.

A adoção do IPTU progressivo para edificações que não atendam o interesse social (desocupadas) e redução de impostos para edificações enquanto ocupadas.

A adoção de uma política- consensual – de segurança pública e de assistência social para a região.

Essas e outras ações que devem surgir ao longo do processo podem, a meu ver, levar a recuperação gradual do Centro, que explanarei ao longo de outros textos.

A primeira dessas ações, entendo que seja a de “animar” o Centro, usando inclusive a experiência exitosa de Curitiba, na década de

Essa reanimação passa por um aspecto psicológico por parte da população que é o abandono da área no período noturno: são ruas desertas, sem segurança, ocupadas por uma população de moradores de rua e, infelizmente, de drogados.

Até tempos não tão distantes, ainda subsistia uma ocupação noturna com bares e farmácias, especialmente, como na região do antigo relógio (Afonso Pena x 14 de julho), com lanchonetes com funcionamento vinte e quatro horas, farmácias, bancas de jornais e outras atividades que foram sendo fechadas principalmente por questões de segurança.

Hoje, em toda a região central não há mais, por exemplo, um grande supermercado funcionando, nem mesmo no período diurno.

Isso se refletiu no inconsciente coletivo de que a região não é segura durante todo o dia e não só no período noturno.

Penso que deveríamos incentivar a ocupação do Centro, com atividades como bares e restaurantes, que funcionassem, por exemplo, até a meia noite e que abrigassem atividades culturais, como música, teatro, exposições, etc. Aliás, timidamente, essa atividade, sem incentivo, já está acontecendo na Rua 14 de julho, entre a Maracaju e a Antônio Maria Coelho.

Com a inovação tecnológica de recolhimento de impostos, com cupom fiscal, poderia ser adotada uma política de redução ou devolução de impostos para as atividades exercidas no horário. O mesmo raciocínio poderia ser estudado para o comércio e outros serviços, principalmente aqueles que trazem público consumidor, como os colégios e faculdades, ou trabalhador, como na área tecnológica, sempre na visão de horário estendido ou mesmo integral (24 horas).

Essa inovação passa necessariamente pela adoção de linhas de ônibus, com tarifa quase zero, custo de um real por passagem, por exemplo, ligando os terminais e bairros ao centro, com abundância de oferta de horários.

Essas são, resumidamente, duas das ações necessárias e urgentes.

Ainda essa semana, outra grande loja de rede fechou suas portas no Centro. Não podemos desperdiçar a abundância de infraestrutura da região, precisamos salvá-lo, ainda não é tarde.

Outras medidas, também resumidamente, exporei em próximos textos.

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