A família de um funcionário, de 37 anos, que tirou a própria a vida e que não terá o nome divulgado a pedido, está buscando respostas para o ocorrido e acredita em um potencial descaso por parte da empresa de suinicultura, localizada na BR-163, na saída para São Paulo, região da Chácara das Mansões, em Campo Grande.
O trabalhador, além de morar no alojamento, vivia em condições consideradas 'inadequadas' e não era registrado como esperava - pois, segundo a família, ele era técnico de gerador, mas era configurado como serviços gerais.
Em contato com a reportagem, a família revelou que os demais funcionários também seriam registrados dessa maneira, configurando um desvio e registro de função, além de trabalharem sem equipamentos de proteção individual.
Um dos familiares disse ao JD1 Notícias que acredita, sim, que houve descaso, não em questão da morte, mas no contexto geral.
"O fator do ambiente foi favorável [a morte] e o descaso com a situação dos trabalhadores, de não terem seus registros devidos das funções. Achei meio desumano a situação, óbvio que a empresa não é responsável [pela morte direta], mas o descaso com ele e com os demais que trabalham lá".
A filha da vítima pretende realizar uma denúncia no Ministério Público do Trabalho, enquanto a família realizou uma denúncia sobre os direitos humanos.
O familiar que conversou com a reportagem, ainda detalhou que a empresa só informou sobre a morte um dia depois do ocorrido - a morte aconteceu na última sexta-feira, dia 12.
A reportagem busca contato com a empresa e o espaço segue aberto para manifestações.
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Colchão no chão era o local de dormir do funcionário (Arquivo Pessoal)


