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Unesco pede medidas para salvar Machu Picchu

26 maio 2012 - 22h37Reuters

Uma missão da Unesco (agência da ONU para a educação, a ciência e a cultura) mostrou preocupação após avaliar a conservação do sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru.

Recomendou medidas emergenciais para conter a expansão do povoado de Águas Calientes, que ameaça a cidadela inca. Também pediu a construção de uma via alternativa até o santuário.

O povoado se tornou uma ameaça para o sítio devido o crescimento desordenado da população e do aumento de hotéis, restaurantes e do comércio informal.

"É preciso gerar uma dinâmica que permita um controle e regulamento exigente de respeito com o sítio, às autoridades pelo esforço que fazem, de respeito com o turista e serviços", disse Nuria Sanz, chefe para a América Latina e o Caribe da Unesco.

O objetivo da visita da missão, realizada de segunda a quarta desta semana, foi colaborar com as autoridades e encontrar a melhor solução para a conservação de Machu Picchu.

Sobre a zona de amortecimento, ameaçada com a construção de uma estrada alternativa de acesso ao santuário, Sanz afirmou que se recomenda à Unidade de Gestão do Santuário Histórico de Machu Picchu (UGM) que recrute especialistas em geodinâmica, infraestrutura hidráulica e de comunicação para fazer uma avaliação técnica.

As autoridades regionais devem estabelecer políticas que impulsionem um crescimento ordenado da economia nesta zona de amortecimento e não esperar que se torne uma "Águas Calientes II", destacou a missão.

Também se recomendou ao governo peruano a criação de um painel internacional de assessores e técnicos que execute os planos de conservação de Machu Picchu.

O Ministério da Cultura informou que a Unesco descartou, em seu relatório, que exista algum alerta ou sinal de alerta que ponha em risco a infraestrutura do complexo arqueológico.

No entanto, o ministério destacou, em nota, que a missão apresentou o relatório preliminar às autoridades da UGM e também recomendou "tomar medidas de emergência rigorosas" diante do crescimento desordenado do povoado de Águas Calientes.

Os especialistas da Unesco divulgarão um primeiro relatório de avaliação da conservação de Machu Picchu dentro de duas semanas e terão pronto o relatório final dentro de sete meses, pois reuniram muitos documentos que ainda precisam analisar, segundo a agência oficial Andina.

Não é a primeira vez que a Unesco chama a atenção para o crescimento desordenado do povoado e para a construção da via alternativa. No entanto, até o momento as autoridades locais não atenderam as recomendações.

A famosa cidadela, construída no século XV pelo imperador inca Pachacutec, foi declarada patrimônio cultural da humanidade em 1983.

Nos últimos anos foi apresentada uma série de observações relativas à acessibilidade do sítio, o manejo dos resíduos deixados pelos turistas e sua gestão por parte das autoridades locais.

Via Folha

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