O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse na quinta-feira (24) que o apoio da Rússia ao governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não atrapalha a relação do Brasil com o país no Brics, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Dissenções sobre determinados problemas sempre haverá dentro do grupo. Não há homogeneidade nas decisões”, disse, ao sair do seu gabinete, ao final do expediente.
Em diversas cidades do país, ocorrem atos contra e a favor do presidente Nicolás Maduro. Guaidó, que é o presidente da Assembleia Nacional, se declarou presidente interino da Venezuela. Na quarta-feira(23), o Brasil reconheceu o oposicionista de Maduro, Juan Guaidó, como legítimo presidente venezuelano.
Para Mourão, Maduro deveria sair do país para que a democracia pudesse ser reestabelecida. “Já falei várias vezes. Arrumar uma solução para o Maduro ir embora. Embarca lá com o 'bandão' dele para algum país que o receba, pronto. Segue o baile e a Venezuela volta a tentar se reorganizar democraticamente”.
Mourão deixa a presidência interina na noite de hoje, pois Jair Bolsonaro chega na madrugada dessa sexta-feira de Davos, onde participou do Fórum Econômico Mundial. Na segunda-feira (28), o presidente será submetido a uma nova cirurgia . Oficialmente, Mourão voltará a assumir a presidência enquanto o colega estiver desacordado, sendo operado. Com bom humor, ele minimizou a nova interinidade.
“Se cair uma bomba atômica aqui, a gente assume. Mas não vai acontecer nada”. A única certeza é que Mourão presidirá a reunião do Conselho de Governo, na próxima terça-feira (29), uma vez que Bolsonaro estará internado, se recuperando da cirurgia.
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“Dissenções sobre determinados problemas sempre haverá dentro do grupo”, destacou general Mourão (Reprodução)



