A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a JBS (CPMI da JBS) aprovou hoje (26) uma série de requerimentos para quebras de sigilos e pedidos de informações sobre a empresa. Os principais são relacionados às operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os parlamentares querem informações sobre todos os empréstimos do banco para o grupo J&F, holding que controla a JBS. Querem também que o BNDES forneça informações detalhadas de todas as outras transações financeiras com a empresa no período entre 2007 e 2016.
Ainda com foco na relação da JBS com o BNDES, o presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), marcou para a próxima terça-feira (3) a oitiva do ex-presidente do banco Luciano Coutinho.
Os membros da CPMI também aprovaram a quebra dos sigilos telefônico, de email e bancário do ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público para atuar como advogado e participou da negociação para a delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da J&F. Há suspeitas de tráfico de influência por parte de Miller e de que ele tenha utilizado informações privilegiadas na defesa dos dois executivos.
As ligações de Joesley Batista e Saud em 2015 também vão ser esmiuçadas pela comissão e a oitiva do advogado dos dois Willer Tomaz foi marcada para a próxima quarta-feira (4). No mesmo dia, a CPMI também deverá ouvir o procurador Ângelo Goulart Vilela, que atuou na força tarefa da Operação Greenfeld e sobre o qual também pesa acusação de ter sido corrompido pelos executivos da JBS.
O objetivo da CPMI é investigar a relação da JBS com o BNDES e as suspeitas de irregularidades envolvendo o acordo de delação premiada firmado pelos executivos da empresa com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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