O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, demonstrou otimismo em um acordo para os setores de transportes e produtivo no tocante ao preço mínimo do frete. Ao mesmo tempo, reconheceu que a forma como o governo definiu a tabela mínima de frete “talvez” não tenha sido a melhor solução para resolver a crise.
“Essa questão da tabela do frete foi uma solução discutida e apresentada no meio da crise, no meio de uma negociação difícil, complexa. E agora está se chegando à conclusão que talvez não seja a melhor solução para os caminhoneiros, transportadores e para a sociedade como um todo.Tenho convicção de que chegaremos a uma boa solução”, disse o ministro nesta sexta-feira (8) em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Logo após o fim da greve dos caminhoneiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou a primeira tabela com os preços mínimos do frete no último dia 30. Após críticas de representantes do agronegócio, a ANTT admitiu a possibilidade de ajustar alguns valores.
Na quinta-feira (7), no final da tarde, a agência divulgou uma tabela atualizada, prevendo preços para uma série de cargas e tipos diferentes de caminhões. Porém, mais tarde do mesmo dia, o governo sinalizou a revogação da tabela recém-publicada. Durante todo o dia de hoje caminhoneiros e a ANTT discutiram uma saída para o impasse.
A criação de uma tabela de preço mínimo para o frete foi uma das reivindicações dos caminhoneiros durante a paralisação da categoria, que durou dez dias e resultou em prejuízos em diversos setores da economia e em desabastecimento de combustíveis, alimentos, entre outros produtos.
Guardia destacou também que a redução de impostos no diesel, negociada pelo governo com os caminhoneiros, foi pensada de maneira que a população não seja prejudicada. “Sempre existe uma conta a ser paga. A pergunta é quem está pagando a conta. Fizemos uma redução de R$ 0,16 nos impostos federais, que não será pago pela população. O que fizemos foi reduzir benefícios fiscais para alguns setores específicos”. Ele acrescentou que os R$ 0,30 restantes do desconto no preço do diesel serão subvencionados pelo governo, retirados de reservas do Orçamento Geral da União.
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