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Vídeo de reunião citada por Moro será exibido na terça

Por determinação de Celso de Melo, todos os envolvolvidos na investigação, bem como as partes, participam da exibição

11 maio 2020 - 14h40Flávio Veras    atualizado em 11/05/2020 às 14h56

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, o vídeo citado na Justiça pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro será exibido às 8h desta terça-feira (11), em uma única vez. Participaram da exibição o Procurador-Geral da República, Augusto Aras; o ex-ministro Moro; a delegada da Polícia Federal responsável pelo caso, Christiane Corrêa Machado; e o Advogado-Geral da União, José Levi.

Em sua decisão, o decano Celso de Mello, ressalta que o sigilo pontual e temporário continua e que o material está lacrado e protegido dentro do gabinete dele. O ministro informou ainda que vai decidir "em momento oportuno, sobre a divulgação total ou parcial" da reunião.

Investigações

Sergio Moro anunciou a demissão do cargo em 24 de abril. No anúncio, acusou o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. Diante das declarações, a Procuradoria Geral da República pediu, e o STF abriu um inquérito para investigar as acusações. Bolsonaro nega ter cometido irregularidades.

Moro prestou depoimento de mais de oito horas, no último dia 2, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Ele foi questionado sobre as acusações de que Bolsonaro tentou interferir no trabalho da Polícia Federal (PF) e em inquéritos relacionados a familiares. As acusações foram feitas pelo ex-ministro quando ele anunciou sua saída do governo, em 24 de abril.

O depoimento de Moro foi motivado por inquérito aberto pelo ministro Celso de Mello, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), a fim de apurar se Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF.

Essa suposta interferência foi a razão apontada por Moro em pronunciamento para ter deixado governo. O ex-ministro fez esse anúncio quando o "Diário Oficial da União" publicou a exoneração do diretor-geral da PF, delegado Mauricio Valeixo. Segundo o ex-ministro, ele não tomou conhecimento prévio da demissão do diretor.

Em sua decisão, o decano Celso de Mello, ressalta que o sigilo pontual e temporário continua e que o material está lacrado e protegido dentro do gabinete dele. O ministro informou ainda que vai decidir "em momento oportuno, sobre a divulgação total ou parcial" da reunião.

 

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