O valor da cesta básica caiu em Campo Grande no mês de fevereiro, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A redução foi de 0,40% em relação a janeiro, fazendo com que o conjunto de alimentos essenciais passasse a custar R$ 780,29 na Capital sul-mato-grossense.
No levantamento nacional, realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o custo da cesta básica subiu em 14 capitais e caiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro de 2026. Entre as maiores altas do país estão Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%) e Rio de Janeiro (1,15%).
Em Campo Grande, nove dos 13 produtos que compõem a cesta apresentaram queda de preço no período. As principais reduções ocorreram no tomate (-9,23%), batata (-5,12%), óleo de soja (-3,65%), leite integral (-3,40%) e banana (-3,10%). Também tiveram diminuição o açúcar cristal (-1,74%), farinha de trigo (-1,35%), manteiga (-1,31%) e café em pó (-0,02%).
Por outro lado, quatro itens ficaram mais caros. O destaque foi o feijão carioca, que registrou alta de 22,05%, a maior variação entre os produtos da cesta na Capital. Também subiram o arroz agulhinha (3,48%), o pão francês (0,89%) e a carne bovina de primeira (0,63%).
De acordo com o Dieese, o aumento no preço do feijão foi observado em grande parte do país, com alta em 26 capitais. A elevação está relacionada à oferta restrita, dificuldades na colheita e redução da área de plantio em comparação com 2025.
Na comparação com fevereiro de 2025, o valor da cesta básica em Campo Grande acumula alta de 0,82%, enquanto no acumulado de 2026 a elevação é de 0,57%.
Entre os produtos que mais subiram no período de 12 meses estão o café em pó (23,13%), o feijão carioca (16,96%), o pão francês (6,30%) e a carne bovina de primeira (3,46%). Já as maiores quedas ocorreram no arroz agulhinha (-37,78%), açúcar cristal (-18,16%) e leite integral (-13,68%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência, a compra da cesta básica comprometeu 52,04% da renda do trabalhador na Capital. Em fevereiro de 2025, esse percentual era maior e chegava a 55,12% da renda líquida.
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