Menu
Menu
Busca sexta, 06 de março de 2026
Economia

Em reunião do G20, delegação brasileira contesta rótulo de economia frágil

22 fevereiro 2014 - 14h25Via Folha
A delegação brasileira protestou na reunião de ministros de Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20, em Sidney, contra avaliações que colocam o Brasil em posição de vulnerabilidade diante da redução de estímulos para a economia dos Estados Unidos.

Foi um protesto dirigido indiretamente ao Fed (banco central dos EUA), que atribuiu um índice de vulnerabilidade alto para o Brasil, e para o FMI (Fundo Monetário Internacional), que incluiu o país entre os quatro emergentes em maior dificuldade.

Além do Brasil, a África do Sul também reclamou na reunião de ontem em Sydney, na Austrália. Os dois países advertiram que o G20 tem de ser firme ao não corroborar avaliações sem bases técnicas sólidas e que podem atender a interesses menos nobres de mercado: depreciar ativos dos países para conquistar lucros fáceis.

A reunião de ministros da Fazenda – Guido Mantega não foi – e de presidentes do Banco Central – Alexandre Tombini compareceu – foi centrada na normalização da política monetária nos EUA. De acordo com a Folha de São Paulo, os emergentes não falaram todos a mesma língua.

A delegação brasileira fez reuniões prévias com representantes de outros países dos Brics, que negaram qualquer possibilidade de crise, analisaram que a recuperação dos EUA não é um risco para os emergentes e pode até ser benéfica para o crescimento mundial.

Mas o México – que apresentou crescimento de apenas 1,1% do PIB em 2013 – teve uma posição distinta.

Segundo relatos, a delegação mexicana reclamou da grande fuga de capitais a partir da normalização dos EUA e pediu que a "rede de segurança" funcione em caso de necessidade, o que significa deixar o FMI pronto para eventualmente estender sua linha de crédito para países mais diretamente atingidos.

Em entrevista depois do encontro, Carlos Cozendey, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, refletiu a posição moderada do Brasil ao dizer que "a normalização dos EUA tem de acontecer e será positiva se houver crescimento".

Ele disse que "ajustes são necessários" para evitar impactos maiores e negou que o Brasil esteja vulnerável: "Ajuste de preço não quer dizer fragilidade".

Reportar Erro
Unimed Seu Sim Muda Tudo - Mar26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Indústria segue com bons números
Economia
Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas
Febraban alerta sobre golpe do falso gerente
Economia
Febraban alerta sobre golpe do falso gerente
Dia Internacional da Mulher é celebrado neste domingo (8)
Economia
Preços de flores e serviços de beleza variam até 214% para o Dia da Mulher, aponta Procon-MS
Carteira de trabalho digital e física
Economia
Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026
Dinheiro - Foto: Getty Images / BBC
Política
Projeto que proíbe uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias avança no Senado
Flores estão entre alguns dos preços com mais variações
Economia
Preços de flores e procedimentos de beleza variam mais de 200% em Campo Grande
PGR defende arquivamento de inquérito contra Elon Musk
Economia
PGR defende arquivamento de inquérito contra Elon Musk
carteira clt
Economia
Brasil tem saldo positivo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro
Atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Economia
Conflito não deve impactar a economia brasileira imediatamente, diz Haddad
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Economia
Acordo MercosulUE avança e será analisado na CRE do Senado na quarta-feira (4)

Mais Lidas

UPA Universitário, onde aconteceu o caso
Polícia
Menina de 9 anos morre em UPA de Campo Grande
A pequena faleceu durante a tarde de ontem (4)
Polícia
Criança que morreu em UPA pode ter participado do 'desafio do desodorante' em Campo Grande
Depac Cepol, em Campo Grande, onde o caso foi registrado
Polícia
Adolescentes matam aula para encontrar homem e são abusadas sexualmente em Campo Grande
Fachada UPA
Saúde
Prefeitura diz ao Ministério Público que fornece comida a pacientes de UPAs e CRSs