Preocupado com os gastos gigantescos que pessoas podem estar tendo em casas de apostas, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Isaac Sidney, defendeu a proibição imediata de jogos com o pagamento sendo feito via cartão de crédito. Atualmente, as plataformas de jogos de azar movimentam sete vezes mais que a Bolsa de Valores brasileira.
Desde abril, uma portaria do Ministério da Fazenda já determina essa proibição, mas as empresas só serão obrigadas a cumprir a regra a partir de janeiro de 2025. Para o site Estadão, Sidney ressaltou que é preciso antecipar essa limitação, uma vez que o setor financeiro está vendo um problema se formar com o efeito das ‘bets’ no país. Entre um desses efeitos, está o aumento da inadimplência das famílias no Brasil.
“Eu particularmente entendo – é uma posição pessoal – que o governo deveria usar todos os meios legais para proibir, imediatamente, o uso do cartão de crédito para a realização dos jogos. A proibição feita ainda não está sendo observada. O cartão é um produto fundamental e seu uso para apostas vai afetar bastante o consumo das famílias e a economia”, disse.
Ainda segundo o Estadão, os gastos com jogos de azar acenderam um alerta no Banco Central. Na visão do presidente da Febraban, o crescimento desse tipo de jogo de azar tem assumido proporções “alarmantes e gigantescas”, que vão se transformar em uma “tragédia anunciada”.
“O crescimento do mercado de apostas online no Brasil vem assumindo proporções alarmantes e gigantescas e esse cenário deveria nos preocupar seriamente, em especial quanto a seu efeito nefasto no endividamento das famílias”, diz Isaac Sidney. “Sem controle, não tenho dúvida, a escalada da dívida vai se tornar numa tragédia anunciada, com consequências graves para a saúde financeira das pessoas”, alerta.
A Febraban diz que vai cobrar do poder público a adoção de medidas urgentes para apertar e aperfeiçoar a regulamentação das bets. Outra preocupação é o uso desse tipo de jogo para lavagem de dinheiro.
Movimentação – A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), divulgou que as casas de aposta movimentam sete vezes mais dinheiro que a B3 (Bolsa de Valores brasileira), a informação foi publicada pelo site BP Money.
Cerca de 22,4 milhões de brasileiros participam de apostas online, o dado é equivalente a aproximadamente 14% da população. Em contrapartida, somente 2% da população investiu em ações, ao passo que 5% fez aplicações em títulos privados e 2% em títulos públicos.
Desta forma, a quantidade de pessoas que apostam online é sete vezes maior que o quantitativo de indivíduos que investem em ações.
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