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Mercosul-UE: Carros elétricos e Ozempic começam a ter redução de preço imediato

Automóveis e medicamentos em geral sofrerão reduções de tarifas ao longo dos anos em razão do acordo comercial

01 maio 2026 - 17h10Sarah Chaves

Os carros importados da União Europeia começaram a ter redução nas tarifas de importação nesta sexta-feira (1º), com a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A mudança marca o início de um processo gradual que deve se estender por mais de uma década.


Na prática, o consumidor ainda não verá uma queda imediata nos preços, já que a redução será lenta. Para veículos movidos à combustão, a tarifa só será zerada completamente no 16º ano de vigência do acordo. Antes disso, a queda mais significativa começa apenas no oitavo ano, quando haverá redução de 19%.


Mesmo assim, já há um impacto inicial. A partir desta sexta, o Brasil poderá importar até 32 mil carros por ano com desconto de 50% na tarifa de importação. O restante segue com taxação normal até 2033, quando começa a redução mais ampla.


Já no caso de carros elétricos e híbridos, o cenário é um pouco diferente. Esses modelos terão uma redução imediata de 28,6% nas tarifas até 2031. Depois disso, a queda continua de forma gradual até chegar a zero em 2044.


O acordo, que começou a valer em caráter preliminar, estabelece um cronograma de redução de impostos para diversos produtos, mas no setor automotivo o impacto será sentido apenas no médio e longo prazo.


Medicamentos começam a ter redução 
A mudança atinge uma das principais categorias exportadas pelos europeus ao Brasil e deve acontecer de forma gradual. Em alguns casos, a retirada total das tarifas pode levar entre cinco e 11 anos.


Já no início da vigência do acordo, há impacto imediato. Medicamentos classificados como hormônios polipeptídicos, como o Ozempic, passam a ter redução de 11,1% na tarifa de importação. Hoje, esse tipo de produto é taxado em cerca de 8%, valor que será eliminado completamente apenas no nono ano.


Apesar da redução inicial, especialistas apontam que os efeitos no preço final ao consumidor devem ocorrer de forma progressiva, acompanhando o cronograma de queda das tarifas.

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