Menu
Busca quarta, 21 de outubro de 2020
(67) 99647-9098
Sebrae/mulher
Economia

Plaenge planeja crescer 15% em 2011

12 junho 2011 - 01h30Léo Medeiros

Campo Grande possui uma arquitetura planejada para abrigar uma população de 800 mil habitantes. Com o tempo, a Cidade Morena passa a ser o mais importante polo de desenvolvimento econômico e social do Centro-Oeste e vive um "boom" em crescimento e investimentos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Grande, Edil Albuquerque, o motor propulsor para o desenvolvimento é a saturação dos grandes centros, estabilidade econômica e aumento da renda da população que contribuem para que a cidade possa ter condições de oferecer mais empregos.

Entretanto, o desafio é crescer de forma planejada sem que esse "boom" se torne uma catástrofe social e tire um dos principais chamarizes para o investimento: a qualidade de vida.

Os programas sociais e de habitação do governo e ongs também amenizaram a situação enfrentada pelas famílias excluídas, evitando que desabrigados fiquem desalojados por muito tempo. Outro fator preponderante, conforme Levi Ratier, especialista no setor imobiliário é que "não temos favelas em Campo Grande".

Pode-se observar, por exemplo, que os supermercados populares incorporados a grandes redes varejistas atendem famílias de baixa renda, movimentam o comércio local e são reflexo do momento de aparente prosperidade. Grandes redes como a Wal-Mart, San's Club, Fort Atacadista, Subway, Extra, Comper e Giraffas fazem investimentos na cidade.

A construção de três novos shoppings centers mobilizam investimentos de mais R$ 260 milhões e geram mais de seis mil postos de empregos. O Shopping Bosque dos Ypês ainda está em fase de obras, mas já foi lançado no mês que se comemora o Dia das Mães.

Entre a região do Shopping Bosque dos Ypês, e mais próxima ao centro da cidade, está o bairro Cabreúva que receberá o Centro Municipal de Belas Artes que “valoriza a região em 100%”, diz o corretor José Antônio Malaquias. Com assinatura da ordem de serviço feita ano passado, já foram aplicados R$ 9,7 milhões nas duas primeiras etapas, sendo R$ 8,775 milhões repassados pelo Ministério do Turismo e cerca de um milhão de reais como contrapartida da prefeitura.

O prédio abrigará o Centro de Música Municipal Ernani Alves Corrêa, que agrupará a Escola de Música, a Banda, a Orquestra Sinfônica e o Coro, a Companhia de Dança, as Oficinas de Artes Plásticas e Artesanato, a Pinacoteca e a Escola de Teatro.

Na região do centro, o Pátio Central Shopping e o Shopping Norte Sul Plaza, que já estão prontos, dão novo "up" à cidade. Já a região de interesse cultural do centro da cidade que tem um projeto com a Prefeitura de Campo Grande de revitalizar, ao longo de 20 anos a região central custará R$ 270 milhões.

Algumas obras já começaram como a revitalização da Orla Ferroviária, na área da avenida Calógeras, e da Estação Ferroviária que farão parte de um circuito cultural que passará pelo Centro de Belas Artes indo até o Horto Florestal e Mercado Municipal.

Outro setor em expansão é o hoteleiro, a presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul), Cristina Busse e Levi Ratier acreditam que todos os investimentos na rede hoteleira são resultado dos esforços municipais e estaduais.

Cristina afirma que neste ano em 2011 mais empreendimentos deverão ser construídos, principalmente na capital, pois com a Copa do Mundo, em Cuiabá, muito turistas que vão assistir os jogos poderão vir ao estado visitar os destinos de ecoturismo de MS.

No setor imobiliário, Campo Grande vislumbra a construção de várias torres e condomínios por construtoras como a Abiara, MRV, Vanguard, Nova Cap e Plaenge para as classes A, B e C. O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) diz que é necessário “manter os incentivos às empresas”.

Só para atender as classes A e B, o Grupo Plaenge que tem 2,2 mil funcionários investiu em Campo Grande, conforme o VGV (Valor Geral de Vendas dos Empreendimentos Lançados) em 2010, R$ 205,61 milhões.

A concorrência não assustou a venda dos apartamentos do 37º edifício da empresa que atua há 23 anos na cidade, o Le Corbusier, situado no Carandá Bosque, foi o último prédio residencial entregue pela Plaenge para atender o público A com vista privilegiada para o lago do Parque das Nações Indígenas. Os apartamentos da Plaenge custam, em média, R$ 300 mil.

“Nós reinventamos os apartamentos decorados na cidade que é copiado por outras empresas do Brasil. Foi aqui que demos início às plantas flexíveis e valorizamos as sacadas com churrasqueira para atender o gosto do campo-grandense”, justifica Édison Holzmann, diretor da Plaenge de Campo Grande.

De acordo com Holzmann, “a meta para 2011 é crescer 15%, com a estratégia de aumentar o mix de produtos oferecidos ao mercado”. Entre as inovações da Plaenge na cidade está a entrega de três edifícios comerciais com salas modernas para atender empresários e seus clientes. Segundo ele, o município era carente deste tipo de serviço e já na entrega do Evolution - o primeiro comercial da empresa -, as 140 salas de 50 m² foram comercializadas quase que imediatamente.

Antes, a capital só tinha como edifício comercial, o Edifício Empire Center, na avenida Afonso Pena.

Na avenida Via Park, próximo da Caixa Econômica, a Plaenge entrega o Edifício comercial Evidence, no dia 30 de junho, que promete ter a mesma tecnologia do Evolution para atender aos empresários. O terceiro prédio que está em construção é o Atriun Corporate que fica na rua Euclides da Cunha.

“O mais importante é a qualidade do atendimento aos nossos clientes e é isso que faz a diferença dos empreendimentos entregues pelo grupo”, aponta Édison.

Classe C

A geração de um mercado novo com a diminuição dos impostos e facilidades de financiamentos, fez com que o poder de compra das classes B e C crescesse e foi onde a Vanguard começou a atender a população de faixa etária de 25 a 35 anos, que procura o primeiro imóvel no valor de R$ 150 mil até R$ 250 mil.

Os edifícios da Vanguard acabam sendo indutores de crescimento e da valorização de bairros como o São Francisco, entre as ruas 14 de Julho e Rachid Neder, que já possui duas torres da empresa e recebe o fortalecimento da rede comercial e de outros empreendimentos.

Fora da área central, esses prédios estão em regiões em fácil acesso e que estão recebendo investimentos grandes da Prefeitura de Campo Grande, como é o caso do bairro São Francisco, segundo explica Édison Holzmann. “Próximos ao Centro de Belas Artes, a Orla Ferroviária e a Orla Morena, no Cabreúva, e a Universidade Católica Dom Bosco, a área será ainda mais valorizada.”

O crescimento da Vanguard não pára, no último Feirão da Caixa e Secovi, em quatro dias a Vanguard vendeu em Campo Grande 15 apartamentos que totalizam R$ 3 milhões. A empresa tem em construção, nove torres e já entregou seis.

Com o fortalecimento nas vendas de apartamentos o reflexo pode ser visto no mercado de trabalho, Campo Grande ganha em geração de renda e emprego com as obras empregando mais trabalhadores com a demanda de serviços.

Alessandra Messias

CertFica

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio de R$ 29 milhões
Economia
Saque do auxílio para beneficiários do Ciclo 2 já está disponível
Economia
Dólar fecha abaixo de R$ 5,60 com recuperação da China
Economia
Cliente da Caixa pode contratar crédito habitacional por aplicativo
Economia
Auxílio é pago para beneficários do Bolsa Família com NIS final 1
Economia
Beneficiários recebem mais uma parcela do Ciclo 3 do auxílio
Economia
Aposta de Santos ganha sozinha mais de R$ 6,6 milhões na Mega-Sena
Economia
Profissionais do esporte tem auxílio emergencial vetado por Bolsonaro
Economia
INSS prorroga benefícios para usuários sem comprovação de vida
Economia
Nascidos em setembro já podem sacar parcela do auxílio

Mais Lidas

Cidade
Esclarecido! Raio provocou "piscada de luz" em Campo Grande
Geral
Mini apagão? “Piscada de luz” assusta campo-grandenses
Polícia
Mulher impede assalto "soltando os cachorros" em cima de bandido
Polícia
Dois homens são presos com 157kg de maconha