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Apaixonado pela cidade, Cleir têm na 'Capital Morena' a sua inspiração

Entre obras eternizadas e algumas que deixaram saudade, artista têm mais de 10 criações assinadas na cidade

26 agosto 2024 - 16h09Da redação

Campo Grande é uma cidade singular. Capital que alia o desenvolvimento de uma ‘quase metrópole’, com hábitos interioranos, traz em sua paisagem seu maior diferencial ao longo de seus 125 anos, que serão celebrados no próximo dia 26 de agosto.

Entre o fluxo de veículos pelas ruas, animais silvestres como capivaras atravessam as ruas e as cores das araras colorem o céu. As floradas de ipês nos canteiros e manacás à beira dos córregos, criam verdadeiras obras de arte esculpidas pela natureza. 

Aliando exatamente a natureza e a arte, um cidadão campo-grandense traz em sua essência e nas mãos o amor pela cidade, que homenageia continuamente por meio de suas obras de arte que têm na fauna e flora do cerrado, suas maiores inspirações e ao longo de cerca de 30 anos de carreira, esculturas, painéis e telas em todo o Mato Grosso do Sul e até mesmo em outros Estados, como o Paraná, segue com seu amor cada dia maior pela Capital Morena, cidade que contabiliza mais de 10 obras 
Nascido em Campo Grande, o artista plástico Cleir começou a pintar com 14 anos de idade.

Sua afinidade com arte passou por outras áreas, como o teatro, mas foi entre pincéis e tintas que seu talento se fortaleceu.  A inspiração veio ‘do quintal de casa’, ou seja, da plenitude da fauna e flora regional, como o céu, os rios, os ipês e os animais.

A família logo cedo percebeu o talento do jovem e segundo seu pai, também chamado Cleir Ávila, quando o filho, em meados de 1980 decidiu seguir a carreira das artes, ficou receoso, mas hoje, sente orgulho da trajetória desse grande nome da arte e cultura regional.

“Cleir é ligado à fauna e flora devido nossa origem pantaneira. Quando ele decidiu seguir esse caminho, me preocupei, mas hoje vejo que ele fez o certo. É dedicado, estuda, avalia e se empenha e fico muito feliz quando recebo elogios pelo trabalho dele, e concordo que mereça", conta o pai.  

De acordo com o amigo de Cleir, o ativista e pesquisador da cultura sul-mato-grossense, Zito Ferrari, há uma profunda relação do artista com fauna e a flora pantaneira em especial as Araras. 

Essa relação inspirou o artista plástico, com inúmeras obras de pinturas de araras, tuiuiús, garças, onças e peixes em fachadas de prédios de Campo Grande e por diversas cidades do Estado, além de ser autor também de gigantescas esculturas que retratam a fauna e o dia-a-dia de personagens do meio em que vivemos.

“Cleir se sente privilegiado em poder fazer parte da construção histórica e cultural de Campo Grande e também de Mato Grosso do Sul. Talvez por esse motivo, ele carinhosamente é reconhecido, como: ‘o artista das araras’. Ele tem ligação forte com sua cidade natal e suas obras compõem as belezas plásticas, turísticas e artísticas da Capital. São pontos turísticos que não podem faltar no itinerário dos visitantes que a cidade recebe. Obras espalhadas por Campo grande e por várias cidades do estado, concretizando sonhos que retratam a natureza e as belezas da nossa fauna e flora”, avalia Zito.

Capital da inspiração - Com sua cidade Natal completando 125 anos, o artista revela seu amor e carinho. “Contemplar o pôr do sol maravilhoso, a lua cheia despontando no horizonte e suas árvores, seu verde é simplesmente divino e Campo Grande, cidade onde nasci, tive filhos, netas e sou casado com uma campo-grandense, segue me guiando. Campo Grande merece toda minha paixão e respeito, vou continuar inspirado olhando cada detalhe dessa terra magnífica”, 
revela o artista emocionado. 

Campo Grande pelos olhos, mãos e coração de Cleir – Entre monumentos, painéis em prédios e obras particulares, o artista assina mais de 10 obras na Capital Morena que o inspira. 

Praça das Araras – Primeira grande obra pública de Cleir na Capital, o Monumento das Araras é 
um dos mais emblemáticos cartões-postais de Campo Grande. Construída em 1996, as esculturas de duas araras azuis e uma arara vermelha tem 10 metros de altura e estão localizadas na Praça das Uniões, que se tornou popularmente conhecida como Praça das Araras. Em 2020, a obra foi símbolo de uma campanha inédita, que aliou arte e solidariedade.

“Do Mesmo Sangue” foi idealizada por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde, Hemosul, Prefeitura Municipal e Sicredi e a cada 1 mil bolsas de sangue doadas, as araras receberiam nova  pintura.  A campanha foi um sucesso e mais de 5 mil bolsas de sangue foram arrecadadas, salvando muitas vidas e valorizando a arte regional. 

Monumento Pantanal Sul – Carinhosamente conhecido como ‘Tuiuiús do Aeroporto’, o monumento apresenta quem chega à cidade o espetáculo da fauna do Cerrado, com três esculturas (medindo 6 metros de altura por 12 metros de envergadura) da ave símbolo do 
Pantanal. Inaugurada no ano 2000, a obra passou por revitalização no ano de 2018, quando um concurso cultural estimulou a população escolher nomes para as aves, que passaram a se chamar Zé Bicudo, Majestoso e Asa Branca.   

Deusa da Justiça – Com 4,6 metros, a obra de 2002 está localizada em frente ao Fórum de Campo Grande, simbolizando Têmis, divindade grega que, com olhos vendados e uma balança na mão, representa a Justiça. Após a queda da venda da estátua, a obra passou por revitalização em 2020, porém, em breve, deve deixar de existir como cartão-postal da cidade. 

Monumento do Sobá – Obra de 2009 localizada na entrada da Feira Central, a escultura homenageia a Colônia Japonesa da Capital. Com a chegada dos primeiros imigrantes em 1914, Campo Grande tem a terceira maior colônia japonesa do País. O monumento de 4,5 metros de altura retrata um dos principais pratos da cultura japonesa, o sobá, uma tradição gastronômica 
de Campo Grande.

Capivara Urbana – Em 2017, Cleir esteve à frente do projeto Capivara Urbana, idealizado pela Águas Guariroba em comemoração pelos 118 anos de Campo Grande. Retratando um dos mais  queridos e facilmente encontrados animais da fauna local, as esculturas de cinco capivaras medem 90 centímetros de altura, por 1,85 cm de comprimento e 60 centímetros de largura. 
Inspirada no Cow Parade, a iniciativa expôs as obras em pontos distintos da cidade e após alguns meses, as peças foram leiloadas e o valor arrecadado destinado a instituições sociais. 

Painel Arara Azul – A obra de 1995 está localizada na lateral do prédio Exceller Plaza Hotel e 
homenageia uma das mais belas aves da fauna pantaneira.  Em 2017 a obra foi revitalizada. 
Painéis Arara Vermelha e Papagaio Verdadeiro – Inaugurados no ano 2000, os painéis estão no 
alto do Edifício 26 de Agosto, no coração de Campo Grande. Em 2019 as obras localizadas a 45 
metros de altura (15 andares) foram revitalizadas, levando mais cor e vida à área central. 

Araras Azuis - Com 10 metros de altura e 21 metros de vão livre, as duas araras estão localizadas na entrada das Moreninhas, em Campo Grande. A obra é de 2012. 

Alaúde do Pantanal – Um dos patrimônios históricos de Mato Grosso do Sul é a viola de cocho foi homenageada pelo artista na obra Alaúde do Pantanal. Construída sem nenhum patrocínio ou apoio público, a escultura mede 16 metros por 60 metros e expõe toda beleza do instrumento. Localizada em uma propriedade familiar, é aberta à visitação mediante agendamento. 

O artista tem ainda obras de sua autoria em ambientes fechados, elaboradas de acordo com a encomenda, mas sempre valorizando a fauna e flora de Mato Grosso do Sul. Entre as obras estão o Jardim dos Beija-Flores (2004) e a Força Felina (2018). Há ainda diversas telas espalhadas em empresas, órgãos públicos e residências. 

O asilo São João Bosco ganhou, em 2019, um painel de cerca de 3 metros, com a imagem de uma misteriosa onça pintada que leva alegria e cores à uma das alas do lar. Já em 2023, em alusão aos 100 anos da instituição, o artista doou uma de suas telas com duas araras azuis para ilustrar camisetas e objetos vendidos pela entidade, cujo lucro será revertido à manutenção do asilo. 

A onça, o tuiuiú e a saudade – Outras duas obras de Cleir foram apagadas, o que entristece o artista. Os painéis da Onça Pintada, de 1994 e do Tuiuiú, de 1995 foram apagados na última década, sem que o artista tivesse a oportunidade de revitalizá-las, restando apenas boas memórias a quem viu as pinturas no alto dos prédios da região central. 

Para o artista, todas as obras têm grande valor sentimental e sua maior recompensa é saber que  seu trabalho integra a memória cultural de sua terra.

“Campo Grande me inspirou pra vida, me transformou em artista, tive muita inspiração no pantanal, mandei mensagens através da minha arte sobre a importância da natureza para nossas vidas e como é belo conviver em harmonia com ela”, revela. 

Sobre o artista – Autodidata, Cleir registra mais de 30 anos de carreira.  Trabalha com influência hiper-realista, onde ele retrata em suas obras temas regionais e ecológicos, principalmente a natureza pantaneira, presente em quase toda sua arte. Seu trabalho é desenvolvido por meio da Canindé Produção Cultural.

 

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