A viúva de Marielle Franco, a arquiteta Mônica Benício, disse estar “relativamente otimista” com os rumos da investigação sobre o assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes, crime que aconteceu em 14 de março do ano passado. A declaração foi dada após a conclusão da segunda parte da audiência de instrução na qual a Justiça ouviu testemunhas do caso. O processo corre em segredo de justiça e a imprensa não pôde acompanhar os depoimentos.
Respondem pelos homicídios os ex-policiais Ronnie Lessa (reformado) e Élcio Queiroz (expulso da Polícia Militar do Rio de Janeiro), presos no dia 12 de março deste ano.
“Estou com confiança de que o processo está caminhando, pra gente fazer a busca por Marielle e Anderson. Obviamente que, no campo pessoal, é muito difícil. Não é uma situação confortável. Enfim, enquanto testemunha, vítima, eu tenho muito pouco a contribuir de fato para isso [as investigações], a não ser os relatos do que era a agenda, o dia a dia da Marielle e de como está esse processo”.
O delegado responsável pela primeira fase da investigação, Giniton Lages, também foi ouvido nesta sexta-feira (2).
Homenagem com ato e shows foi realizada no bairro da Lapa
No último sábado (27), dia em que Marielle completaria 40 anos e marco dos 500 dias desde os assassinatos, uma homenagem com ato e shows foi realizada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
A Secretaria Municipal de Urbanismo confirmou que uma comissão analisa a viabilidade de renomear parte da Praça Cardeal Câmara, que liga a Rua dos Arcos e a Avenida Mem de Sá, como Rua Marielle Franco. A rua, onde ficam as casas de show Fundição Progresso e Circo Voador, também será revitalizada.
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Marielle completaria 40 anos no último sábado (27) (Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio)


