O político e empresário da construção civil Nasry Asfura, de 67 anos, venceu a eleição presidencial de Honduras e foi declarado vencedor na quarta-feira (24) pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Conhecido pelo slogan “Papi, a la orden” (Papai, ao seu dispor), ele concorreu pelo Partido Nacional, de orientação conservadora, e disputava a Presidência pela segunda vez consecutiva.
Segundo o CNE, Asfura obteve 40,3% dos votos, superando por margem estreita o candidato centrista do Partido Liberal, Salvador Nasralla, que alcançou 39,5% dos votos.
O resultado foi divulgado mais de três semanas após a votação, realizada em 30 de novembro, em um processo eleitoral marcado por atrasos na apuração, falhas técnicas e denúncias de fraude. A contagem dos votos foi considerada caótica e gerou forte tensão política no país.
No início de dezembro, a presidente de Honduras, Xiomara Castro, do partido de esquerda LIBRE, denunciou o que classificou como um “golpe eleitoral” em andamento. “Estamos vendo um processo marcado por ameaças, coerção, manipulação do TREP e adulteração da vontade popular”, afirmou a presidente durante coletiva de imprensa.
Castro também condenou a intervenção do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou apoio público a Nasry Asfura durante o processo eleitoral.
Após a confirmação do resultado, Asfura divulgou uma mensagem de Natal na qual buscou sinalizar conciliação. “Estendo minha mão para que possamos caminhar juntos com firme determinação de trabalhar incansavelmente por Honduras. Não os decepcionarei”, declarou.
Nascido em 8 de junho de 1958, em Tegucigalpa, capital do país, Asfura é filho de uma família de ascendência palestina. Ele estudou engenharia civil, curso que não chegou a concluir, e construiu sua carreira política paralelamente à atuação no setor da construção.
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Presidente eleito, Nasry Asfura (Orlando Sierra/AFP)



