A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou, na última quarta-feira (04), a denúncia contra o conselheiro Ari Jorge Moutinho da Costa Junior, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).
Ele é acusado de injúria contra a presidente da Corte estadual, Yara Amazônia Lins, a quem teria dirigido xingamentos como “pta”, “safada”, “vdia” e “traíra”. Com a decisão, Moutinho torna-se réu no processo.
Segundo a denúncia, além das ofensas, o conselheiro teria insinuado que prejudicaria a presidente por meio da Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmando: “Eu vou te f*der com a Lindora no STJ”.
Os fatos ocorreram durante a campanha de Lins à presidência do TCE-AM, em outubro de 2023, num contexto de disputas políticas e tensões pessoais, de acordo com o relator do caso no STJ, ministro Antonio Carlos Ferreira.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta que as ofensas tinham o objetivo de "ofender o decoro da vítima" e caracterizam injúria. Para Yara, o episódio foi uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral interno do tribunal.
Ari Moutinho foi afastado do cargo após as denúncias, mas retornou ao TCE-AM no dia seguinte por decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Em novembro de 2023, o tribunal de contas arquivou o processo administrativo contra ele, alegando falta de provas claras. Contudo, o caso prossegue no STJ, onde o conselheiro agora responde como réu.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Por assassinato a facadas no Lageado, homem é condenado a 8 anos de prisão

Ex-prefeito de Ladário é condenado e fica inelegível por abuso de poder

Após gasto de R$ 400 mil em campanha, Trutis tem contas aprovadas

MP investiga condições de atendimento obstétrico e neonatal no HU em Dourados

MP investiga 'profissional' por receitar óculos ilegalmente em Campo Grande

MP mira "farra das diárias" e exige freio nos gastos da Câmara de Anastácio

Por execução no Guanandi, matador de aluguel é condenado a 12 anos de prisão

TJMS destaca ações adotadas para o combate à violência doméstica em MS

STF decide que a responsabilidade por danos ambientais não prescreve
