O juiz Aluizio Pereira dos Santos dispensou a estrutura de segurança pesada para o segundo "júri da década" em Mato Grosso do Sul. O caso em questão é o julgamento de Jamil Name Filho, o 'Jamilzinho', acusado do assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, o 'Playboy da Mansão', morto a tiros em outubro de 2018.
Os réus, Jamilzinho e Marcelo Rios, ex-guarda municipal, serão julgados por videoconferência, utilizando a tecnologia do Presídio Federal de Mossoró (RN), onde ambos estão encarcerados. O julgamento está marcado para os dias 16 a 19 de setembro no Fórum de Campo Grande.
Em um despacho, o juiz Aluizio Pereira dos Santos afirmou que tal aparato de segurança seria "desnecessário, devendo seguir o protocolo dos julgamentos cotidianos". Inicialmente, a estrutura de segurança havia sido ordenada pelo próprio juiz, mas no decorrer, Jamilzinho pediu para ser julgado online, situação deferida pelo magistrado que também estendeu a Marcelo Rios.
Em 2023, durante o primeiro júri da operação Omertà, Jamilzinho foi condenado como mandante da execução por engano do estudante Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos, ocorrida em abril de 2019. Na época, uma operação de segurança reforçada foi realizada para a transferência de Jamil Name Filho e do ex-guarda civil metropolitano Marcelo Rios para Campo Grande.
Durante o julgamento, policiais federais e equipes do Batalhão de Choque reforçaram a segurança em torno do Fórum. Parte da rua ficou interditada, mas não fechada e o trânsito seguiu o fluxo normal.
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Policiais fortemente armados - (Foto: Henrique Kawaminami)



