Jhullisson Fernando da Silva, conhecido como "Ducho", inicialmente denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) pelo assassinato a tiros de Julio Vieira de Souza, aos 36 anos, em 2 de janeiro de 2022, foi absolvido pela Justiça. O Juiz Aluizio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri reconheceu a legítima defesa como motivo para a ação de Jhullisson.
A situação ocorreu por volta das 23 horas, na Rua Caládio, Bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande. Julio Vieira teria tentado matar Jhullisson também a tiros após um desentendimento. Entretanto, Vieira acabou sendo atingido por um único disparo e morreu posteriormente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da capital.
O Ministério Público denunciou Jhullisson não apenas pelo homicídio, mas também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A acusação referente ao porte ilegal de arma será avaliada pelo Juízo após a preclusão da sentença de absolvição do crime de homicídio.
A defesa de Jhullisson, assim como o Ministério Público, argumentou que o réu agiu em legítima defesa. Ambos solicitaram a absolvição sumária de "Ducho", pedido que foi acatado pelo magistrado Aluizio Pereira dos Santos, com base nos elementos apresentados durante a instrução processual.
A decisão da Justiça implica que Jhullisson Fernando da Silva não será submetido a julgamento pelo tribunal do Júri, uma vez que sua ação foi considerada como resposta legítima a uma ameaça iminente à sua vida. O processo segue para análise da acusação relacionada ao porte ilegal de arma de fogo, que será avaliada separadamente.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no IOS ou Android.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Justiça manda transportadora pagar R$ 200 mil após morte de caminhoneiro em acidente

Justiça mantém 14 anos de prisão a homem acusado de abusar de enteadas em Maracaju

Traficante flagrado com 1,5 tonelada de maconha em Campo Grande pega 5 anos de prisão

Audiência de direitos humanos discute operação policial no Rio que terminou com 122 mortos

'Tempos de muito aprendizado', diz desembargador ao deixar o TJMS para voltar à advocacia

Dupla pega 40 anos de prisão por matar mulher brutalmente em Campo Grande

Bolsonaro pede autorização para receber assessor de Trump na prisão

Desembargadores do TJMS mantêm tornozeleira em delegado investigado por corrupção

MPMS lança na COP15 ferramenta para mapear e reduzir atropelamentos de animais

A condenação se deu por lesão corporal leve e injúria estando em serviço (Assessoria TJMS )



