Menu
Menu
Busca domingo, 01 de fevereiro de 2026
Justiça

"Playboy da Mansão" tentou se desculpar com família Name antes de morte, diz delegado

Foi revelado ainda que houve planos para matar Marcel dentro da prisão

16 setembro 2024 - 11h08Vinícius Santos e Brenda Assis    atualizado em 16/09/2024 às 11h08

Nesta segunda-feira (16), o julgamento de Jamil Name Filho, conhecido como "Jamilzinho," pelo assassinato de Marcel Costa Hernandes Colombo, o "Playboy da Mansão," continua, esse é o primeiro dia. Jamilzinho participa do julgamento remotamente do presídio em Mossoró/RN. 

Os réus do caso incluem também Marcelo Rios (ex-guarda municipal), Everaldo Monteiro de Assis (policial federal aposentado) e Rafael Antunes Vieira (ex-guarda municipal), todos acusados de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Rafael Antunes Vieira enfrenta adicionalmente uma acusação de porte ilegal de arma. O executor dos tiros, Juanil Miranda Lima, permanece foragido.

Durante a sessão, o delegado Tiago Macedo dos Santos prestou depoimento. Segundo ele, Marcel Colombo, após um desentendimento com Jamil Name Filho e o pai de Jamil, falecido, sentia-se ameaçado. “O nome de Jamil já era levantado na 1ª Delegacia desde o assassinato de Colombo,” relatou o delegado. Ele explicou que havia a suspeita de que o crime era um “crime de mando” e que Jamil Filho seria o mandante.

A ex-mulher de Jamil Name, que frequentava a mesma comunidade evangélica que a namorada de Marcel, afirmou que Jamilzinho “não iria deixar essa briga passar em branco.” Marcel tentou se desculpar com a família Name, mas Jamilzinho ainda nutria “rancor” pela briga na boate Valley. Marcel se mudou, já que, segundo o delegado, a família Name tinha a prática de “expulsar” suas vítimas da cidade.

Familiares de Marcel afirmaram que ele “se sentia jurado de morte.” O delegado acrescentou que Marcel foi preso por descaminho em 2018, mas essa prisão não tinha relação com seu assassinato.

Durante a prisão, Marcelo Rios também foi detido. A esposa de Rios afirmou que ele recebeu R$ 50 mil para matar Marcel dentro da prisão, mas não conseguiu realizar o crime. Após a soltura, Jamilzinho exigiu que o assassinato fosse realizado fora da prisão, com Rios responsável pela organização e comunicação com Jamilzinho.

A perícia no celular de Marcelo Rios mostrou que ele pesquisou sobre Marcel dois dias antes do crime. Após o assassinato, Juanil Miranda Lima fez novas pesquisas sobre a vítima para verificar se a missão foi cumprida. A filha de Juanil afirmou que ele confessou ser contratado pela organização de Jamil para cometer os crimes. Após essa confissão, Juanil fugiu com medo de represálias.

De acordo com o delegado, Marcelo Rios fez 68 buscas sobre a morte de Marcel entre 00h41 e 07h39, antes da imprensa divulgar o crime. O depoimento também indicou que Rios e Jamil tinham ligações anteriores ao assassinato, evidenciadas por áudios enviados por Rios para seguranças da família Name. Em um dos áudios, mencionava-se “vai ter a maior matança do estado: de picolezeiro a governador.”

O delegado classificou Rios como ‘gerente’ da organização criminosa, responsável por contratar seguranças, gerenciar armamentos e fazer contato com os executores.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central
Justiça
Diretor do BC diz à PF que Master tinha só R$ 4 milhões em caixa
Agência dos Correios
Justiça
Gerente dos Correios é preso em flagrante por furto de mercadorias
Imagem Ilustrativa
Interior
Justiça de Paranaíba condena homem a 23 anos de prisão por estupro de vulnerável
Fiscal do Ministério do Trabalho - Divulgação / MTE
Brasil
Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Justiça
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Caso aconteceu durante a madrugada
Justiça
Acusado de homicídio por espancamento em Campo Grande é condenado a 10 anos de prisão
Ministro Dias Toffoli
Justiça
Decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito, aponta Toffoli
Menina sofria violência sexual -
Interior
TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema
Marcos Marcello Trad -
Justiça
Justiça declara nulo ato que efetivou Marquinhos Trad na ALEMS sem concurso público
Caso aconteceu durante a madrugada
Justiça
Acusado de homicídio por espancamento é julgado hoje em júri popular na Capital

Mais Lidas

Lucas estava desaparecido desde o dia 24
Polícia
Jovem desaparecido no Nova Lima é encontrado morto em área de mata
Bombeiros e Samu chegaram a ser acionados
Polícia
Jovem é assassinado a tiros após brigar com dono de conveniência no Lageado
O caso aconteceu na tarde de hoje
Polícia
Cachorro morre enforcado em corrente no Noroeste
Suspeito confrontou a PM
Polícia
Morto em confronto na Capital, ladrão havia furtado mais de R$ 200 mil em joias