A pauta de votação no Plenário inicia a semana trancada por duas medidas provisórias. A primeira delas é a MP 706/2015, transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 11/2016, que prorroga contratos do setor elétrico, ao aumentar de 30 para 210 dias o prazo para distribuidoras de energia assinarem aditivo com o Ministério de Minas e Energia.
O prazo começou a contar em novembro de 2015 e beneficiará sete distribuidoras: Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA); Companhia Energética de Alagoas (Ceal); Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron); Companhia Energética do Piauí (Cepisa); Amazonas Distribuidora de Energia S.A.; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre); e Boa Vista Energia S.A.
O segundo item trancando a pauta é o PLV 9/2016, oriundo da MP 712/2016, que determina entre outras ações, o ingresso forçado de agentes de combate a endemias em imóveis abandonados para combate do mosquito transmissor dos vírus da dengue, febre chicungunha e zika. A medida prevê também a dedução no Imposto de Renda de doações a projetos aprovados pelo Ministério da Saúde e auxílio financeiro a famílias que tenham crianças com microcefalia.
As duas medidas foram aprovadas na Câmara dos Deputados e lidas pela Mesa do Senado na quinta-feira (19). As duas precisam ser votadas até 31 de maio, quando perderão a validade.
Precatórios
A pauta trancada pelas MPs não impede, entretanto, que os senadores deem prosseguimento à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 159/2015, batizada de PEC dos Precatórios, interrompida durante a sessão de quarta-feira (18), por falta de quórum. A proposta permite o uso de dinheiro depositado na Justiça para pagar dívidas públicas. Os precatórios são dívidas que o governo possui com o cidadão que ganhou um processo judicial.
O texto possibilita o financiamento da parcela que ultrapassar a média do comprometimento percentual da receita corrente líquida dos estados, Distrito Federal e municípios nos cinco anos imediatamente anteriores. E autoriza o pagamento parcelado, em até seis exercícios, de precatório com valor superior a 15% do montante dos precatórios apresentados.
Desvinculação de receitas
Também na pauta do Plenário a proposta de emenda à Constituição que permite aos estados, Distrito Federal e municípios aplicar em outras despesas parte dos recursos hoje atrelados a áreas específicas, como saúde, educação, tecnologia e pesquisa. De acordo com a PEC 143/2015, apresentada pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC), ficam desvinculadas 25% da arrecadação da União de impostos, contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Primeiro encontro do Republicanos em MS reúne lideranças e traça metas para 2026

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

Verruck aposta em perfil técnico para não ser "baixo clero" na Câmara Federal

TRE mantém atendimento no feriado e fim de semana para eleitores se regularizarem

Bancada de MS reage à rejeição inédita de Jorge Messias ao STF

Simone Tebet lidera disputa pelo Senado em São Paulo, aponta Quaest

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF após reviravolta no plenário

Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país

Em sabatina, Messias defende STF mais colegiado e critica decisões individuais de ministros







