Com o objetivo de suspender o desmatamento no pantanal sul-mato-grossense por cinco anos, deputados estaduais elaboraram projeto na Assembleia Legislativa. A proposta de autoria dos parlamentares Amarildo Cruz (PT) e George Takimoto (MDB) foi apresentada hoje na Casa de Leis. O prazo poderá ser prorrogado por mais tempo pelo poder Executivo, caso a PL seja sancionada.
Mato Grosso do Sul possui 65% de toda área do Pantanal, umas das principais reservas ecológicas do mundo e responsável por abrigar milhares de espécies de animais silvestres existentes apenas na região. Sobretudo, nas últimas décadas, o número de desmatamento em seu território avançou exponencialmente.
Segundo dados do Ministério Público Estadual, entre 2013 e 2015, foram devastados 70.648 hectares em 33 municípios, uma área que equivale a 100 mil campos de futebol como o do Maracanã. A PL suspende a concessão de autorizações ambientais para extração da vegetação no Pantanal sul-mato-grossense.
A proposta também abrange as ações de desmatamento em outros biomas existentes no Estado Mata Atlântica, Cerrado e matas ciliares. Para Amarildo Cruz, a proposição tem como objetivo criar políticas públicas para preservação ambiental e recuperação de suas matas nativas.
“Dados apontam que as matas originárias em Mato Grosso do Sul vêm diminuindo com o avanço da agricultura, da criação de gado e de produção de carvão, por exemplo. Só o Cerrado tem hoje apenas 12% da mata originária aqui no Estado. São números alarmantes para um Estado que tem umas das maiores riquezas naturais e dono de uma diversidade única de vegetação em seu território”, diz o parlamentar.
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A proposta também abrange as ações de desmatamento em outros biomas (Luciana Nassar)



