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JD1TV: "Pega rasa" e "freio lingual" são sinais de alerta na amamentação

A odontopediatra, Camila Bicharelli, explicou principais alterações e deu dicas sobre o aleitamento materno

23 junho 2023 - 11h11Sarah Chaves    atualizado em 23/06/2023 às 13h37

A amamentação é o início de toda atividade física muscular da face do bebê, por isso as mamães e os profissionais de assistência materna e infantil devem ficar atentos a sinais de alteração, sendo um deles, o "freio lingual", alerta a odontopediatra, especialista em frenulos orais, Dra. Camila Bicharelli em entrevista ao Saúde e Bem-Estar.

A Dra. Camila aborda déficits que podem surgir ao longo da infância em decorrência de uma má amamentação. “O bebê pode desenvolver o hábito da chupeta, com interferências como a mamadeira, pode ter o crescimento da face deficiente, arcada dentaria diminuída, mau posicionamento dentário, problema respiratório, bruxismo, deficiência de imunidade, uma série de fatores”, declarou.

As mães devem cuidar a saúde mamária. “Quando o seio fica enrijecido e machucado, quando não é infecção ou inflamação tudo a gente cura com massagem, o peito precisa estar macio, o bebê precisa abocanhar a auréola, o bebê não nasce sabendo mamar, nasce sabendo sugar, a mãe tem que direcionar, precisa se informar de maneira correta”.

Outro fator que pode alterar todo o funcionamento nutritivo do bebê é o “Freio Lingual”. "O freio de língua, é uma membrana fisiológica que todos nós temos, ele fica preso do meio para baixo do músculo, a partir do momento que ele está grosso ou inserido acima desse limite, a língua não consegue executar as funções e altera o padrão funcional do bebê, principalmente durante a mamada”, afirmou a Dra.

Entre os sinais do freio lingual que devem ser analisados estão: dificuldade de o bebê ganhar peso, refluxo, cólicas ou gases, nesse caso procure ajuda ou uma avaliação de anquiloglossia que deve ser feita por um profissional habilitado, que tenha experiência em amamentação.

Outra medida que pode ajudar na mamada é a desobstrução ou limpeza nasal, para que o bebê não fique com a "pega rasa", aquela sugada com estalos, pois ele precisa mamar e respirar ao mesmo tempo e quando essa respiração fica obstruída o ar entra durante a amamentação o que pode gerar cólicas e refluxos no bebê.

A mamadeira de acordo com a odontopediatra não é indicada em nenhum momento, ela explica que a alimentação até os seis meses deve ser exclusiva do leite materno, sem consumo nem mesmo de água. "A partir de seis meses começa a introdução alimentar, mas até um ano o aleitamento materno é a principal fonte de alimento do bebê". Camila aponta que além do peito, o leite materno pode ser dado a partir dos seis meses em copos, ou copos com canudos, pois exigirá que a criança trabalhe a musculatura da face.

Em casos extremos em que a mamadeira é a unica opção, dica é para aquelas que possuem um fundo mais largo. A especialista também tranquiliza as mães que acham que não têm leite no primeiro dia após o nascimento e dá dicas sobre amamentação fora de casa e armazenamento do leite materno. Confira:


 

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