Nas últimas semanas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas constantes sobre os perigos da baixa umidade relativa do ar em Campo Grande. Nos últimos dias, a variação foi de 25% a 12%, que se assemelha ao clima do deserto.
Segundo o Inmet, a umidade abaixo de 12% é classificada como estado de “emergência". De 12% a 20% como “alerta" e entre 21% e 30% como “atenção". Essa oscilação, entre “emergência e “alerta”, de acordo com especialistas, acaba causando grandes prejuízos à saúde das pessoas.
Médico otorrinolaringologista da Unimed Campo Grande, Dr. Bruno Higa Nakao explica que o tempo seco ocasiona diversos distúrbios respiratórios.
“O tempo seco acaba desencadeado quadros respiratórios, como rinite, sinusite, faringite, laringite e até mesmo exacerbação de asma. Tudo isso é muito provocado pelo ressecamento das mucosas das vias aéreas superiores”, pontua.
O especialista diz que algumas medidas simples podem ajudar a amenizar os desconfortos causados pelo tempo seco.
“É importante ter o hábito de seguir algumas condutas no dia a dia para diminuir os incômodos. Primeiro tomar bastante água, em torno de dois litros ao longo do dia, fazer a lavagem nasal com soro fisiológico, pois isso também ajuda bastante a manter a mucosa nasal hidratada, além de evitar o uso excessivo de ar condicionado e objetos que acumulam muita poeira, como cortinas e tapetes, pois eles podem piorar os quadros alérgicos”.
Além disso, o profissional também aconselha uso de umidificadores de ambiente e, na impossibilidade deles, uma bacia com água. “Evitar exposição ao sol sem necessidade e manter uma alimentação saudável também contribuem bastante com a hidratação e ajudam a passar por esse período sem tantos impactos”, finalizou.
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Dr. Bruno Higa Nakao, médico otorrinolaringologista (Reprodução/ Assessoria)



