O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu um inquérito civil para investigar uma operadora de plano de saúde suspeita de negar cobertura para a realização do procedimento conhecido como Troca Valvar Aórtica por Transcateter. A apuração é conduzida pela 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Campo Grande.
A investigação começou após o caso de uma paciente de 82 anos, com diversas comorbidades, que recebeu indicação médica para o procedimento por dois profissionais da área cardiovascular. Segundo os médicos, a técnica era a alternativa mais segura diante do alto risco de mortalidade associado a uma cirurgia convencional.
Mesmo com a recomendação médica, a operadora negou a cobertura alegando que o procedimento não consta no rol mínimo da Agência Nacional de Saúde Suplementar. A paciente recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar que garantiu a realização da cirurgia.
Após o procedimento, os médicos que indicaram o tratamento foram submetidos a processo administrativo disciplinar. Ambos receberam advertência, mas uma das profissionais também foi penalizada com a obrigação de ressarcir integralmente os custos da cirurgia, superiores a R$ 140 mil.
Diante do caso, o MPMS determinou a notificação da operadora para prestar esclarecimentos em até 15 dias.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Prefeitura tenta privatizar a saúde enquanto contrato de R$ 34 milhões acumula falhas

Butantan vai produzir vacina nacional contra chikungunya

Três pessoas morrem em cruzeiro em meio a possível surto de hantavírus

Hospital de Câncer Alfredo Abrão recebe equipamento de radioterapia de mais de R$ 10 milhões

Tecnologia desenvolvida em MS ganha destaque nacional na saúde pública

Dourados confirma 9ª morte por chikungunya em meio a surto da doença

Humap promove campanha por higienização das mãos no dia 5 de maio

HIV/Aids causou mais de 50 mortes em Campo Grande em 2025, aponta MPMS

Entre idas e vindas na UPA, porteira aciona Justiça para garantir internação em UTI





