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Saúde

HIV/Aids causou mais de 50 mortes em Campo Grande em 2025, aponta MPMS

Atualmente, mais de sete mil pessoas vivem com HIV no município, sendo que cerca de 75% apresentam carga viral indetectável

30 abril 2026 - 14h36Vinícius Santos     atualizado em 30/04/2026 às 15h25

O HIV/Aids (vírus da imunodeficiência humana) provocou 57 mortes em Campo Grande em 2025, segundo divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Diante dos dados, o órgão ministerial instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a execução das políticas públicas de saúde voltadas ao enfrentamento do HIV/Aids e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no município.

A iniciativa tem como objetivo verificar a efetividade das ações desenvolvidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar o direito fundamental à saúde da população.

Foco no planejamento de 2026 da Sesau

O acompanhamento do MPMS tem como principal foco o Plano de Ações e Metas (PAM) 2026 da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que reúne estratégias de prevenção combinada, promoção da saúde, diagnóstico oportuno, vinculação e adesão ao tratamento, além de ações educativas, distribuição de insumos de prevenção e capacitação da Atenção Primária à Saúde.

Segundo o órgão ministerial, os dados analisados indicam que, em 2025, Campo Grande registrou mais de 450 casos de HIV/Aids. Atualmente, mais de sete mil pessoas vivem com HIV no município, sendo que cerca de 75% apresentam carga viral indetectável, resultado da ampliação do acesso ao tratamento antirretroviral.

Apesar dos avanços, o MPMS aponta que a descontinuidade do acompanhamento clínico ainda é um ponto de atenção, especialmente entre populações em situação de maior vulnerabilidade.

ISTs também preocupam autoridades

No campo das infecções sexualmente transmissíveis, os dados de 2025 indicam 1.011 casos de sífilis adquirida, cerca de 450 casos de sífilis em gestantes e 100 casos de sífilis congênita. Os números reforçam a necessidade de intensificação das ações de diagnóstico precoce e tratamento oportuno, com foco especial na atenção materno-infantil.

Outros agravos, como tuberculose, hepatites virais, hanseníase e HTLV, seguem sob monitoramento da rede municipal de saúde.

Procedimento do MPMS e investimentos previstos

No âmbito do procedimento administrativo, o Ministério Público Estadual solicitou informações detalhadas à gestão municipal e passou a analisar o planejamento de 2026. O documento prevê a aplicação de mais de R$ 1,1 milhão em recursos federais destinados a ações de prevenção, assistência, gestão e parcerias com organizações da sociedade civil.

O acompanhamento será permanente, com análise técnica das informações e diálogo institucional, com o objetivo de promover o aprimoramento contínuo das políticas públicas de saúde em Campo Grande.

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