Agentes da Polícia Federal estão neste momento na casa do empresário José Carlos Lopes, dono do frigorífico Frigolop. Já foram apreendidos produtos acima de R$ 5 mil, entre eles televisores e um tapete persa. Segundo o advogado do empresário, José Belga Trad, “não houve mandado de condução coercitiva ou prisão”.
O mandado 192-2017, que autoriza a ação, foi assinado pelo juiz Odilon de Oliveira e faz parte da segunda faze da Operação Labirinto de Creta, que investiga sonegação fiscal, organização criminosa, falsidade ideológica, estelionato qualificado, fraudes previdenciárias e lavagem de dinheiro. A estimativa é que a quadrilha já teria fraudado o fisco em cerca de R$ 350 milhõesAo todo, a PF cumpre 15 mandados de Busca e Apreensão em residências dos investigados e empresas ligadas e vinculadas à Organização Criminosa, nas cidades de Campo Grande e Terenos, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. A Receita Federal e o Ministério Público Federal também participam da operação.

De acordo com a PF, a Força Tarefa investiga Organizações Criminosas que se utilizam de empresas para a sonegação de altos valores, o não pagamento de obrigações previdenciárias e a burla a direitos trabalhistas de empregados.
Focada no setor de frigoríficos, a operação deflagrada hoje mira em um grupo econômico que apresenta faturamentos elevados, porém com ausência ou inexatidões nas escriturações contábeis.
Segundo as investigações da PF, o crédito tributário era apurado, mas não era possível reaver os valores sonegados. Os bens adquiridos, frutos da sonegação fiscal, restavam “blindados” pelos reais proprietários, com a utilização de “laranjas” ou de empresas criadas para este fim.
Operação Labirinto de Creta
Tem origem na Mitologia Grega, fazendo-se referência a um labirinto que existia na cidade de Creta, com vários percursos intrincados, construídos com a intenção de desorientar quem os percorria e que abrigava o lendário Minotauro.
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O empresário José Carlos Lopes 



