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Opinião

Educação positiva – um novo modelo de educação escolar unindo psicologia e educação

06 setembro 2017 - 16h38Sálua Omais

O que você mais deseja para seus filhos? A maioria dos pais costumam respondem: “felicidade, realização, coisas boas”, e outros atributos ligados ao bem estar emocional. Mas quando perguntamos o que a escola ensina, geralmente as respostas são: “disciplina, habilidades, raciocínio, alfabetização, etc”, atributos mais ligados às capacidades intelectuais. Hoje, isso já está mudando com a inserção de novas metodologias que estão surgindo na Psicologia, ligadas ao campo educacional como a Educação Positiva.

Um dos lemas da psicologia positiva é: “Nós conseguimos mais daquilo que nós focamos”. E é por isso que ela  foca nos comportamentos desejados mais do que naqueles não desejados, abrindo  possibilidade da escola ensinar tanto habilidades de bem-estar quanto de realização, sem comprometer seu programa pedagógico. Programas de Educação positiva incluídos no currículo escolar, promovem e desenvolvem as forças de caráter do aluno, relacionamentos mais positivos, a busca de sentido na vida e nas ações realizadas, além de trabalhar no sentido de aumentar o nível de emoções positivas e reduzir as negativas, aumentando o nível de bem-estar e felicidade. 

O humor positivo produz maior nível de atenção e um pensamento mais criativo nos alunos, ao contrário do humor negativo, da tristeza, da desmotivação, que reduzem os níveis de atenção, concentração, desempenho.  Vários benefícios serão gerados no ambiente escolar, como a melhora na aprendizagem, no nível de atenção, concentração, interesse escolar, no comportamento associado à saúde física, nos relacionamentos sociais e familiares, além da prevenção de distúrbios de ordem emocional no aluno como a depressão, a ansiedade e problemas de conduta social.

A educação positiva trabalha ainda no resgate de valores que foram e ainda estão se perdendo na sociedade, como a honestidade, a lealdade, a perseverança, bondade, coragem, justiça, humildade, além de várias outras forças, as quais chamamos de forças de caráter. As forças de caráter são comuns a todas as culturas do mundo, e esse é o ponto interessante da educação positiva, justamente por usar uma metodologia que pode ser aplicada para qualquer aluno, sem implicar em restrições culturais ou religiosas. 
Muitas vezes o fracasso escolar pode brotar do caráter dos alunos, e não apenas do sistema escolar ou de outras condições que o vitimiza. Assim, a postura da psicologia positiva é diferente da postura da psicologia tradicional, ao invés de justificar os fracassos por conta das circunstâncias ruins da vida que a pessoa passou, ela enfatiza a responsabilidade, o caráter e o livre-arbítrio como processos necessários para o crescimento e desenvolvimento do ser humano, buscando ajudar o aluno com as qualidades e os recursos que ele tem, ao invés de buscar o que ele ‘’deveria ter’’. 

Relatórios concluíram que a aplicação dessa metodologia em alguns países eleva o gosto pela aprendizagem e o engajamento dos alunos na escola, promovendo um aumento nas notas escolares, e a melhora nas habilidades sociais, como a empatia, cooperação, assertividade, autocontrole, e, até redução da má conduta em algumas crianças. No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, a educação positiva é uma abordagem nova nas escolas, e ainda são poucos os professores treinados e o número de escolas dispostas a incorporar isso no programa pedagógico, além do desconhecimento dos pais em como aplicar esse conhecimento dentro de casa também, por isso a necessidade de treinamentos por profissionais habilitados, afim de que esse conhecimento possa realmente chegar no ambiente escolar e contribuir para uma educação mais humana no futuro.

*Sálua Omais é Psicóloga com Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Trainer Internacional em Psicologia Positiva, Neurossemântica e PNL. É titular do site www.psicotrainer.com.br onde escreve artigos diversos sobre Psicologia Positiva, Coaching e Inteligência Emocional.

Roberto Carlos

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