O coronel Rigoberto Rocha da Silva, comandante do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), detalhou nesta sexta-feira (29) a operação que terminou com a morte de dois criminosos durante confronto em Rochedo, a 83 quilômetros de Campo Grande, na quinta-feira (28).
Os mortos foram identificados como primos, sendo Daniel da Anunciação Barbosa e Ivan da Anunciação de Jesus, apontados como foragidos da Justiça da Bahia — utilizando o Mato Grosso do Sul como esconderijo.
Segundo o coronel Rocha, as equipes já tinham conhecimento da área onde os suspeitos estavam escondidos e montaram um cerco para evitar fuga pela região de mata próxima à residência.
"No momento da abordagem, ao serem avistados os dois indivíduos pela equipe do BOPE já tem início uma tentativa de fuga, a residência era próxima à mata, a gente já sabia disso, já tinha um planejamento adequado para se evitar essa fuga, é feito todo o cerco, e aí tem a tentativa de resistência do criminoso."
Sobre a reação dos suspeitos, o comandante explicou que os dois teriam atacado os policiais durante a ação. "Um aponta a arma para a equipe, a equipe repele essa agressão prontamente, esse elemento aí é atingido, desarmado, e o outro atira contra a equipe. Também é respondida essa agressão, é atingido, os dois são desarmados, socorridos e vêm a óbito posteriormente."
O coronel destacou ainda que as ações do BOPE seguem protocolos de legalidade e proporcionalidade. "Cabe destacar que toda a ação do BOPE, toda a ação da Polícia Militar, especificamente aqui, falando pelo BOPE, A gente utiliza todos os parâmetros de legalidade, de proporcionalidade. Tanto é que, em grande parte das nossas ações, o criminoso se entrega, ele vem preso, porque ele sabe que a agressão contra uma equipe policial no Mato Grosso do Sul vai ser respondida na medida certa."
Durante a coletiva, Rocha afirmou que os dois criminosos eram considerados de alta periculosidade e possuíam diversos mandados de prisão expedidos pela Justiça. Conforme apurado junto à Polícia Militar da Bahia (PMBA), as penas somadas dos dois se aproximavam de 100 anos de prisão.
"Estavam ali foragidos da Justiça, com mandados de prisão muito, muito pesados, soma aí penas de quase 100 anos a pena dos dois um dos criminosos ali com dois mandados de prisão e o outro com três, de crimes relevantes, sequestro cárcere privado, tráfico de droga, homicídio tripo homicídio".
O comandante também ressaltou que o BOPE continuará atuando no monitoramento de criminosos considerados de alta periculosidade. "Pode ter certeza, o BOPE segue identificando, monitorando e retirando de circulação esses alvos pontuais, poucos alvos, mas é garantir que a gente está cumprindo nossa missão, de uma forma legal, de uma forma proporcional".
Rocha explicou ainda que o batalhão especializado atua em situações consideradas de maior risco. "Só vai estar nesse tipo de operação, ele só vai estar quando esse criminoso realmente é diferenciado e quando precisa de uma equipe especializada para fazer frente àquilo ali."
Ao comentar sobre a resistência armada durante operações policiais, o coronel afirmou que muitos criminosos preferem reagir mesmo diante da possibilidade de prisão prolongada.
"A mente de um criminoso que está com a pena, que sabe que vai ficar preso muito tempo, então realmente é outra maneira de pensar, e aí a gente treina para isso, para estar pronto para qualquer tipo de reação, mas a gente muitas vezes não consegue entender por que esse elemento não se entrega de uma maneira pacífica e pague seus 20, 30 anos de prisão pelo que fez".
INTEGRAÇÃO E ELEMENTOS DE FORA
O coronel Rocha destacou a atuação integrada entre o BOPE e a 11ª Companhia Independente de Polícia Militar (11ª CIPM) durante a operação em Rochedo. Segundo ele, os dois criminosos mortos no confronto eram considerados lideranças de uma facção criminosa com forte atuação no sul da Bahia.
"Sobre os criminosos, elemento muito diferenciado. Eles fazem parte de uma organização criminosa ali que tem uma certa liderança, uma preponderância no sul da Bahia, cidades ali como Nova Canaã, Iguaí e Ibiqui, no sul da Bahia, dominado por esses criminosos, onde esses dois eram duas grandes lideranças".
O comandante afirmou ainda que a operação foi planejada após informações trocadas com policiais militares da Bahia, que apontavam o alto grau de periculosidade da dupla e a experiência dos criminosos em fugas por regiões de mata.
"A ação, contou com o empenho muito grande do batalhão de operações especiais tanto para conseguir identificar, para conseguir monitorar e para fazer a ação necessária com o objetivo sempre de tirar de circulação da maneira mais tranquila possível prendendo e que o criminoso pague pela sua pena mas a gente já sabia do nível de agressividade, elementos que em conversa com policiais militares do sul da Bahia tinham expertise de fuga e mata utilizavam trajes militares, uniformes militares para se omisear em mata então já tem esse histórico de fuga, um histórico muito violento, então muito bem planejada a ação do BOPE muito bem planejada junto com a 11ª CIA que nos apoiou em todo momento e aí a gente tem esse desfecho que mais uma vez o desfecho dessa resultado morte acontece porque o criminoso resiste e atenta contra a integridade do policial que está pronto para intervir de uma forma também contundente e para fazer frente a essa injusta agressão", disse o coronel Rigoberto Rocha.
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Coronel Rigoberto Rocha da Silva - PMMS | Foto: Vinícius Costa 



