Menu
Menu
Busca quinta, 30 de abril de 2026
Assembleia Abr26
Brasil

Conciliação prévia obrigatória em disputas trabalhistas é descartada pelo STF

A decisão foi por unanimidade pelo plenário

01 agosto 2018 - 13h14Da redação com Agência Brasil

Na manhã desta quarta-feira (1), o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, ser desnecessário que disputas trabalhistas sejam apreciadas por comissão de conciliação prévia, antes que os envolvidos possam recorrer à Justiça do Trabalho.

Desde maio de 2009, a obrigatoriedade das comissões de conciliação prévia formada pelas empresas ou pelos sindicatos – previstas desde 2000 na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – está suspensa, por força de uma liminar (decisão provisória) concedida pelo próprio plenário do STF. Agora, tal entendimento se torna definitivo.

“A comissão de conciliação prévia constitui meio legítimo, mas não obrigatório de solução de conflitos”, afirmou a relatora e presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Acompanharam Cármen Lúcia os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello não participaram do julgamento.

Prevaleceu o entendimento de que o franco acesso à Justiça trabalhista é um direito fundamental previsto na Constituição, não podendo assim ser limitado por lei.

“Não há necessidade de exaurimento de via administrativa, e a comissão de conciliação nada mais é do que uma via administrativa. Estabelecer a necessidade deste exaurimento significaria submeter um direito fundamental a uma instância administrativa, o que seria limitar o acesso ao Poder Judiciário”, disse Fachin.

Pequena divergência

Edson Fachin e Rosa Weber discordaram da relatora em relação a um pequeno trecho da CLT. Para eles, uma vez feita a conciliação por opção das partes, mesmo assim elas não estariam livres de sanções posteriores da Justiça do Trabalho, ainda que por decisões contrárias ao acordado. Esse entendimento, no entanto, ficou vencido, por 7 a 2.

“Não é obrigado [fazer conciliação], mas se fizer, deve-se cumprir a palavra”, disse Barroso em relação ao ponto, acompanhando o entendimento da maioria.

Reportar Erro
UNIMED PJ Maio26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Sede da Petrobras
Brasil
Petrobras volta a produzir ureia em fábrica de fertilizante no Paraná
Liberdade de imprensa no Brasil cresceu desde a última avaliação
Brasil
Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Com precatórios, governo tem maior déficit para meses de março
Economia
Com precatórios, governo tem maior déficit para meses de março
Foto: Freepik
Brasil
Anvisa manda recolher lote de sardinha após detectar salmonella
Pesquisa acontecerá em julho
Brasil
IBGE anuncia primeiro censo da população em situação de rua para 2028
Imagem da urna eleitoral eletrônica
Justiça
TSE celebra 30 anos da urna eletrônica com evento aberto ao público em Brasília
Foto: Mais sertão
Brasil
Governo promulga tratado que facilita extradição entre Brasil e Emirados
Ministro-relator Alexandre de Moraes -
Justiça
Moraes manda demitir policiais condenados por tortura e reafirma entendimento do STF
Nelsinho Trad e Paolo Zampolli
Brasil
Conselheiro que chamou brasileiras de 'prostitutas' pode virar 'persona non grata' no Brasil
Itens apreendidos - Foto: Divulgação / PMMT
Polícia
Após cavar a própria cova, menino de 12 anos é salvo pela PMMT de execução

Mais Lidas

Sede da Depca, em Campo Grande
Polícia
Morre bebê de 1 ano que foi vítima de maus-tratos e estupro em Campo Grande
Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconselos
Cidade
Após denúncia, TCU abre investigação sobre uso de R$ 156 milhões da Saúde de Campo Grande
Protesto - Foto: Sarah Chaves
Política
Trans e travestis se manifestam contra lei sobre uso de banheiros na Capital
Jornalista Sérgio Pereira Bittencourt - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Trânsito
Jornalista morre após grave acidente entre motos em Campo Grande