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Presidente de associação diz que 'não cabe' a Bolsonaro trocar chefe da PF

Delegado criticou declarações do presidente da república sobre a saída de Ricardo Saadi

15 agosto 2019 - 17h15Rauster Campitelli, com informações do O Globo    atualizado em 15/08/2019 às 18h00

As declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a saída do delegado Ricardo Saadi do comando da Superintendência da PF no Rio de Janeiro foram alvo de críticas por parte do presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Edvandir Paiva. Bolsonaro anunciou, durante entrevista nesta quinta-feira (15), a exoneração de Saadi por supostos problemas de "gestão e produtividade".

Para Paiva, é "estranho" que um presidente da República se manifeste sobre troca de superintendente. Com uma longa carreira na instituição, o delegado disse não se lembrar de nenhum caso em que o chefe do Executivo tenha descido a detalhes da administração interna da polícia. Ele argumenta ainda que Bolsonaro não tem atribuição legal para definir quem pode e quem não pode ocupar cargos de chefia na instituição.

“Não cabe ao presidente da República indicar ou trocar cargos internos da Polícia Federal. Os cargos internos são preenchidos pelo diretor-geral. Acho que foi bastante estranha essa declaração dele (Bolsonaro). A Polícia Federal é um órgão de Estado, não do governo dele. Ele pode indicar o diretor-geral, não os demais cargos internos”, disse Paiva.

Segundo o presidente da ADPF, a saída de Saadi da Superintendência do Rio vinha sendo acertada há muito tempo. O delegado tem família em Brasília e já tinha revelado a amigos o desejo de retornar à capital. A vaga de Saadi deverá ser ocupada pelo superintendente da PF em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa. As declarações de Bolsonaro sobre o desempenho de Saad causaram surpresa até mesmo em dirigentes da PF em Brasília.

“Não é verdade que o Saad tem problemas de gestão. Os índices dele são bons. Índices sobre investigações, fiscalização e servços como emissão de passaporte”, disse um delegado chefe de um dos cargos mais importantes da PF.

Na Polícia Federal desde 2002, Saad foi diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) de 2010 a 2016. Antes disso, ele chegou a comandar investigações sobre o banqueiro Daniel Dantas depois do afastamento do ex-delegado Protógenes Queiroz do caso, em 2008.

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