Aos 13 anos, morador do Nhanhá em Campo Grande, Lucas Henrique enfrenta uma batalha diária para recuperar a saúde depois de uma sequência de erros, dor e complicações graves que mudaram completamente a rotina da família. Diagnosticado com artrite asséptica, osteomielite e, agora, anemia, o adolescente passou por internações prolongadas, cirurgias e segue em tratamento contínuo, que exige medicamentos e cuidados fora do alcance financeiro da mãe.
Tudo começou após uma queda na escola. “Ele chegou em casa reclamando de dor no braço e no joelho direito. Levei ao UPA, fizeram raio-x e disseram que não tinha nada”, conta a mãe, Andressa da Silva Lemes. A dor, no entanto, não cessou. “Ele continuou chorando, não comia, não conseguia andar. O remédio não fazia efeito.”
Nos dias seguintes, Lucas foi levado a outra unidade de saúde. Primeiro, teve o braço engessado. O joelho, mesmo com dor intensa, não recebeu exame adequado. “Disseram depois que era rompimento de ligamento e engessaram também. Foram quase 15 dias dele com muita dor, acamado”, relata.
O quadro piorou rapidamente. “Um dia ele acordou com a mão inchada, escura, com feridas e secreção. O médico pediu vaga zero para a Santa Casa, porque ele corria risco de morrer.” Lucas foi levado às pressas para a Santa Casa, passou por cirurgias no braço, na mão e, inicialmente, o joelho foi descartado como grave. Pouco depois, veio a confirmação. “Ligaram dizendo que ele voltou para a cirurgia. Uma bactéria estava corroendo o osso do joelho.”
Lucas ficou cinco dias em coma, passou por quatro cirurgias no joelho, com lavagens e raspagens para conter a infecção, e recebeu um enchimento artificial na articulação. Saiu do hospital debilitado, com perda de mobilidade no braço e na perna direitos. Nesta semana, exames apontaram anemia, exigindo novos cuidados.
Mãe solo de quatro filhos, Andressa depende de trabalhos eventuais e precisa faltar com frequência para acompanhar o filho em consultas, fisioterapia e exames. Além disso, Lucas usa medicamentos e pomadas manipuladas, que não são fornecidos pelo SUS e têm alto custo, além de alimentação especial e materiais para o tratamento.
Uma Vakinha foi criada para garantir a continuidade do cuidado, aliviar o sofrimento do adolescente.
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Foto: Cedida 



