A empresa Kaspersky de segurança digital, detectou a atuação de golpistas que usam sites falsos para enganar contribuintes de Mato Grosso do Sul com promessas de descontos inexistentes no pagamento do IPVA. As páginas simulam portais oficiais do governo estadual e induzem o pagamento do imposto via Pix, com o dinheiro sendo direcionado a contas controladas por criminosos.
De acordo com o levantamento da empresa de segurança digital, ao menos 13 sites fraudulentos estavam em circulação, muitos deles adaptados para enganar especificamente motoristas de cinco estados, incluindo Mato Grosso do Sul. Os golpistas utilizam endereços semelhantes aos de órgãos oficiais, como Detran e Secretaria de Fazenda, além de siglas e termos locais, para criar uma falsa sensação de legitimidade.
O golpe costuma começar com links enviados por e-mail, SMS, anúncios em redes sociais ou resultados patrocinados em buscadores. Ao acessar a página falsa, o contribuinte é levado a informar o número do Renavam. Em seguida, o sistema exibe dados reais do veículo, como modelo, ano e cor, o que reforça a impressão de se tratar de um serviço oficial.
Na etapa final, o site oferece opções de quitação do IPVA com supostos descontos, geralmente exigindo pagamento exclusivo via Pix por QR Code. Após a transferência, o valor é encaminhado para contas de terceiros em bancos digitais e rapidamente pulverizado, o que dificulta o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
Além de Mato Grosso do Sul, a Kaspersky identificou ataques semelhantes direcionados a contribuintes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em todos os casos, o padrão se repete: páginas falsas que imitam canais oficiais e exploram o período de vencimento do imposto para atrair vítimas.
A orientação é que o pagamento do IPVA seja feito apenas pelos canais oficiais da Secretaria de Fazenda de cada estado ou por bancos credenciados. Especialistas alertam ainda para a necessidade de desconfiar de descontos elevados, verificar com atenção o endereço do site e confirmar o destinatário do Pix antes de concluir qualquer transação.
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil 



