O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 104,7 pontos após o ajuste sazonal, atingindo seu maior patamar desde julho do ano passado. Na comparação mensal, o avanço foi de 1,6% em relação a janeiro, consolidando a quarta alta consecutiva do setor. O movimento é sustentado pela melhora na percepção das condições atuais e por uma retomada nas intenções de investimento.
“Para que 2026 consolide e amplie os resultados projetados para o ano, o Brasil precisa, antes de tudo, assegurar um ambiente de negócios estável, previsível e juridicamente seguro. Isso exige maturidade no debate sobre produtividade e competitividade”, aponta o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. A Confederação defende que temas sensíveis, como os limites de carga horária nas diferentes jornadas de trabalho, sejam tratados no âmbito da negociação coletiva, respeitando a prevalência do negociado sobre o legislado, conforme estabeleceu a Reforma Trabalhista de 2017. “Segurança jurídica, valorização do diálogo entre empregadores e trabalhadores e foco na eficiência são pilares indispensáveis para sustentar o crescimento econômico e gerar oportunidades para a sociedade brasileira”, afirma Tadros.
Motores da Recuperação: Economia e Investimentos
O principal destaque do mês foi o subindicador de Condições Atuais da Economia, que saltou 5,1% na margem. Embora o sentimento predominante ainda seja de cautela, a proporção de empresários que percebem uma piora no cenário econômico (70,6%) atingiu o menor nível desde janeiro do ano anterior.
A recuperação também é visível no Índice de Investimento (IIEC), que cresceu 1,1% na comparação anual. A economista da CNC Catarina Carneiro atribui este avanço a três fatores: “Os varejistas projetam um cenário de juros mais favoráveis para os próximos meses, o que estimula a tomada de decisão para novos aportes, o que leva a uma maior estimativa de contratação. Estes dois fatores podem agir controlando os preços, de modo que supermercados e farmácias registraram aumento de 3,0% na percepção atual nos últimos 12 meses, evidenciando um nível de preços mais controlado”.
Desempenho por Segmento e Expectativas
O comércio de bens duráveis (eletrônicos, móveis e veículos) liderou o otimismo mensal com alta de 1,8% na confiança, acompanhando a melhora na intenção de consumo das famílias para esses itens. No entanto, o segmento ainda sente os reflexos do ciclo de juros altos do ano passado, mantendo uma retração anual de 1,0% — a menor taxa observada em 13 meses. Quanto ao futuro, a maioria dos empresários (62,0%) mantém expectativas positivas de melhora econômica no curto prazo. O Índice de Expectativas (IEEC) registrou avanço de 1,0% em fevereiro, embora a comparação anual ainda apresente uma leve retração de 0,9%, indicando que a recuperação ganha corpo de forma mais acelerada no momento presente do que nas projeções de longo prazo
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Tomaz Silva/Agência Brasil 


