Na opinião de instituições financeiras consultadas pelo BC, a taxa básica deve subir 0,25 ponto percentual. Em janeiro, a Selic foi elevada em 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano. A previsão do mercado financeiro é que a taxa continue a subir e feche 2014 em 11,25% ao ano. Em 2015, a previsão é que haja novos ajustes na Selic, que deve encerrar o período em 12% ao ano.
No ano passado, como medida para tentar conter a inflação, o Copom elevou a Selic em 2,75 pontos percentuais.
A Selic é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato e há incentivo à produção e ao consumo. Entretanto, a medida alivia o controle sobre a inflação.
O Banco Central tem que encontrar equilíbrio ao tomar essa decisão e assim fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A meta tem como centro 4,5% e esse é o objetivo principal do BC, mas há uma margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, para que o limite não seja ultrapassado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), escolhido para a meta, tem que fechar o ano em, no máximo, 6,5%.
No primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o mercado de câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros.
No segundo dia da reunião, só há participação, sem direito a voto, do chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas, dos diretores e do presidente do BC. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Economia
Governo propõe que estados zerem ICMS do diesel importado

Economia
Caixa começa a pagar Bolsa Família de março

Economia
Haddad fará proposta aos estados para conter preços dos combustíveis

Economia
Governos estaduais negam redução de imposto sobre diesel

Economia
Exportações industriais de MS batem recorde no 1º bimestre

Economia
Mais de 200 mil consumidores podem renegociar dívidas de energia em MS

Economia
Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda

Economia
Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até dia 31 de março

Economia
Receita divulga datas de restituição de IR e 1º lote sai em 29 de maio

Economia

Na opinião de instituições financeiras consultadas pelo BC, a Selic deve subir 0,25 ponto percentual. (Foto: Arquivo/Agência Brasil) 



